Governo vai movimentar economia do Estado com pagamento dofuncionalismo, inativos, pensionistas e 13º salário
O Governo do Estado vai injetar R$ 4,26 bilhões na economiada baiana, em cerca de 30 dias, com o pagamento dos servidores ativos,aposentados e pensionistas. O montante corresponde à quitação das folhas denovembro, dezembro e do 13º salário. O aporte financeiro vai ajudar a aquecer aeconomia do Estado, criando um efeito multiplicador diante do cenário deestagnação pelo qual o país atravessa na pandemia.
A Secretaria da Administração (Saeb) quitou a folha do mêsde novembro no dia 30, totalizando o valor de R$ 1,48 bilhão, pago para 270 milservidores do Estado, somados àqueles em atividade, aos aposentados e aospensionistas. No dia 18 de dezembro, conforme tabela publicada pela Secretariada Fazenda (Sefaz) no começo deste ano, será quitada a segunda parcela do 13ºsalário, um montante de aproximadamente R$ 1,32 bilhão pago para ofuncionalismo (ativos, inativos e pensionistas).
Já a folha de pagamento de dezembro, para aposentados epensionistas, será antecipada para o dia 29 deste mês, enquanto os ativosrecebem no dia 30, totalizando um montante estimado em R$ 1,44 bilhão.
Somados os valores das duas folhas de pagamento com aquitação do 13º salário, o governo injeta o total de R$ 4,26 bilhões naeconomia baiana, em cerca de trinta dias. O montante vai ajudar a movimentar omercado, em forma de consumo das famílias, pagamentos, investimentos, dentreoutros.
Equilíbrio fiscal
“Em temposde pandemia e incertezas quanto a um plano nacional de vacinação que ajude opaís a sair da atual crise sanitária e a promover uma retomada efetiva docrescimento econômico, os recursos desembolsados pelo governo neste final deano representam uma quantia considerável em circulação em todo o Estado econtribuem para estimular a economia baiana”, avaliou o secretário da Fazendado Estado, Manoel Vitório.
O Estado, lembrou Manoel Vitório, segue com a máquinapública em pleno funcionamento e cumprindo rigorosamente em dia os compromissoscom servidores e fornecedores, fruto de uma estratégia vitoriosa sob aliderança do governador Rui Costa, baseada no equilíbrio das contas públicaspor meio de qualificação do gasto, modernização do fisco e combate à sonegação.O Estado da Bahia, lembra, implementou uma reforma administrativa na transiçãode governo entre 2014 e 2015, reduzindo de 27 para 24 o número de secretariasestaduais e implantando no âmbito da Sefaz-Ba a Coordenação de Qualidade doGasto Público, destinada a assegurar o controle das despesas com custeio naadministração pública. O governo também promoveu a redução de cargoscomissionados.
O secretário da Administração, Edelvino Góes, tambémdestacou o equilíbrio fiscal do estado, mesmo diante de um cenário econômicodesfavorável, com uma recessão anterior à pandemia, que foi agravada pelaCovid-19. “Mais uma vez a Bahia se sobressai na gestão fiscal, mantendo suascontas ajustadas e conseguindo honrar seus compromissos mesmo diante dadiminuição da atividade econômica e consequente queda da arrecadação tributáriaprovocadas pelo Coronavírus”, analisou.
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