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Implantação de sistemas agrícolas resilientes permite resgate de espécies vegetais no Semiárido da Bahia

Implantação de sistemas agrícolas resilientes permite resgate de espécies vegetais no Semiárido da Bahia

01/01/2021 02h31 Atualizada há 6 anos atrás
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Implantação de sistemas agrícolas resilientes permite resgate de espécies vegetais no Semiárido da Bahia


Nos dias 13 e 14 de janeiro, agricultores e agricultorasfamiliares dos municípios de Campo Formoso, Casa Nova e Campo Alegre de Lourdesparticiparam de capacitação para a implantação de três sistemas agrícolasresilientes, via Projeto Sementes Crioulas. A ação é resultado do convênioentre a Companhia Regional de Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada àSecretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e o Serviço Assessoria a OrganizaçõesPopulares Rurais (Sasop), por meio do projeto Pró-Semiárido.

Cerca de 60 famílias, das comunidades Barreiro do Espinheiro(Campo Alegre de Lourdes), Lagoinha (Casa Nova) e Sítio do Meio (CampoFormoso), serão beneficiadas diretamente com a implantação destes sistemasagrícolas resilientes. O objetivo é resgatar sementes crioulas e plantasadaptadas à região semiárida, para que possam ser cultivadas em áreas de umhectare, com sistema de irrigação por gotejamento e uso de energia solar, parao bombeamento da água.

“A ideia é que essas áreas permaneçam como um modelo e umlocal de acesso. Que essas famílias possam trabalhar e sempre terem esse espaçode acesso a sementes e mudas, e que depois elas possam levar para suaspropriedades e multiplicar nos seus agroecossistemas. Espera-se que essessistemas possam também recuperar os solos dessas áreas a partir do plantiodiversificado, o que vai tornar o espaço mais resistente a fenômenos climáticose a pragas, pois a diversidade ajudará a manter o equilíbrio da área”, explicao coordenador da ação no Sasop, Victor Maciel.

O sistema biodiverso será composto por múltiplas variedadesde plantas, sejam elas frutíferas, forrageiras ou grãos, para a alimentaçãohumana, como feijão, milho e fava, que terão ainda funções no equilíbrioecológico, uso madeireiro e função apícola. A atividade faz parte do conjuntode ações que o Pró-Semiárido, projeto que conta com cofinanciamento do FundoInternacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), vem realizando, no sentido degarantir que milhares de famílias agricultoras do semiárido baiano conquistemautonomia, segurança alimentar e renda.

Essa não é uma ação isolada e está entre as atividades doAssessoramento Técnico Continuado (ATC), executado em parceria com entidadesnão governamentais que operam na região. Estes sistemas agrícolas resilientesfazem parte da primeira etapa da ação com Sementes Crioulas e contou com oapoio do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) eServiço de Assistência Social no Campo e na Cidade (SAJUC), que atuam noTerritório de Identidade Sertão do São Francisco e Piemonte Norte do Itapicuru.

Para a segunda etapa, além de outros sistemas agrícolasresilientes, haverá a implantação de canteiros da agrobiodiversidade, que têm aperspectiva de trabalho mais familiar, e galinheiros rústicos, com espéciesadaptadas à região semiárida. O projeto Sementes Crioulas conta, ainda, com aparceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido.

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