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Tiasa vai fabricar dióxido de titânio no Polo de Camaçari

Tiasa vai fabricar dióxido de titânio no Polo de Camaçari

21/01/2021 13h09 Atualizada há 6 anos atrás
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Tiasa vai fabricar dióxido de titânio no Polo de Camaçari

Indústria vai investir R$ 250 milhões na 1ª fase deimplantação e gerar 1,1 mil empregos

Importador de dois terços de pigmentos de dióxido de titânioconsumidos no país, o Brasil vai ganhar uma unidade química, que será instaladano Polo Industrial de Camaçari, na Bahia. A Titânio América (Tiasa) vaiinvestir, na primeira fase de implantação, R$ 250 milhões, quando serão gerados200 empregos diretos, 300 indiretos e outros 600 postos de trabalho nas obrascivis. O investimento foi anunciado durante a assinatura de protocolo deintenções com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de DesenvolvimentoEconômico (SDE), nesta terça-feira (19).

De acordo com Eduardo Tavares de Melo, presidente doConselho de Administração da Tiasa, já foram investidos R$ 100 milhões nodesenvolvimento tecnológico e na planta piloto do projeto construída na Bahia.“Esse projeto de dióxido de titânio é inovador, foi desenvolvido nos últimos 10anos e tem uma importância para o país, que é importador do produto. Doisterços do consumo brasileiro são abastecidos pela China e Estados Unidos e oBrasil poderá se tornar menos dependente do produto importado, favorecendoinclusive a balança comercial, além de gerar emprego e atender a indústrialocal. A tecnologia, desenvolvida por técnicos nacionais, é ambientalmente limpae sustentável”, diz.

“É com muita alegria que a gente recebe o anúncio desteinvestimento, em especial por estar assinado um protocolo para o município deCamaçari, onde teremos o fechamento da Ford. Além do mais, a Bahia é o únicolocal do país onde já fabricávamos o pigmento de dióxido de titânio pela Tronoxe agora teremos uma segunda unidade fabril produzindo uma matéria-prima tãoimportante para a indústria”, afirma o vice-governador João Leão, secretário daSDE.

De acordo com a empresa, a estimativa é começar a operar aplanta no final de 2022. Nesta primeira fase, a unidade terá uma capacidadeprodutiva combinada de pigmento de titânio e de óxido de ferro de 38 miltoneladas/ano, com expectativa de atingir 170 mil toneladas/ano quando todas asetapas do projeto estiverem implementadas. Além do pigmento de dióxido detitânio, utilizado para vários fins, a exemplo de base para tinta imobiliária,produção de vidros e plásticos e protetor solar, tem o segundo subproduto que éhematita sintética, que tem como finalidade a indústria siderúrgica.

Foto: Ascom/SDE.

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