Agricultores experimentadores do município de Serrolândiaestão utilizando a parte aérea da mandioca - hastes principais, galhos efolhas, para produção de alimento para os animais. A prática foi adotada após arealização de rodas de aprendizagem sobre a produção e armazenamento de raçãopara alimentar os rebanhos nos períodos de estiagem, promovidas pelo Governo doEstado, por meio do projeto Pró-Semiárido, da Companhia de Desenvolvimento eAção Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento (SDR), ecofinanciado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
O trabalho foi conduzido pela Associação de PequenosProdutores de Jaboticaba (APPJ), entidade de Assessoramento Técnico Contínuo(ATC) conveniada ao projeto e que acompanha as famílias no município. “Oarmazenamento de forragens para alimentar os rebanhos das famílias agricultorasé uma das principais práticas que pressupõem, juntamente com a captação e oarmazenamento de água, a convivência dos agricultores com a região semiárida,já que a irregularidade das chuvas é um fator que dificulta a criação dessesanimais apenas em condições de pasto”, explica Dilmo Sousa, coordenador daAAPJ.
Dilmo Sousa explica que, entre as culturas que apresentamgrande potencial produtivo, boa adaptação às condições de clima e de solo, boadigestibilidade pelos animais, além de consideráveis níveis de proteínas (parteaérea) e energia (raízes), a mandioca é considerada uma ótima fonte deforragens, capaz de substituir de forma parcial ou até mesmo total o milho e asoja, tradicionalmente utilizados nas dietas de animais como ovinos, caprinos,suínos, aves e bovinos.
“A mandioca é uma planta forrageira adaptada a regiões declima semiárido e muito plantada aqui na região. Dela se aproveita da raiz àparte aérea, e o projeto vem difundindo essa prática de silagem e armazenamentopara as épocas de estiagem, como uma estratégia de sustentabilidade econvivência com o Semiárido”, acrescenta o engenheiro agrônomo e técnico docomponente produtivo do Pró-Semiárido, João Nunes.
Além das capacitações, o projeto fornece às comunidadesequipamento de motor forrageiro, sacos plásticos e bombonas, que são utilizadoscoletivamente pelas famílias que participam, principalmente, dos Grupos deInteresses na caprino-ovinocultura. Durante as formações, os participantesaprendem todo processo de manuseio dos equipamentos e as etapas da ensilagem,como relata o Agente Comunitário Rural (ACR) do Território Nova Esperança,Laerte Meneses: “A gente aprende todo passo a passo, desde a coleta das ramasda mandioca, o processamento utilizando o motor forrageiro, a ensilagem emsacos plásticos e bombonas e os cuidados que devemos ter no armazenamento dossacos”.
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