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Experiências de organizações produtivas são apresentadas ao Banco Mundial

Experiências de organizações produtivas são apresentadas ao Banco Mundial

19/05/2021 11h37 Atualizada há 5 anos atrás
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Experiências de organizações produtivas são apresentadas ao Banco Mundial


Uma visita virtual a organizações produtivas da agriculturafamiliar foi realizada, nesta terça-feira (18), como parte da programação da14ª Missão de Implementação e Supervisão do projeto do Governo do Estado, BahiaProdutiva. 

Representantes do Banco Mundial, cofinanciador do projeto,puderam conhecer o que melhorou e de que modo os investimentos foram aplicadosna Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), de VárzeaNova, e na Associação Indígena Hã Hã Hãe Aldeia Bahetá, do município de Itajuda Colônia.

A Coopag, composta por 218 cooperados, atua no segmento dabovinocultura de leite e oferece ao mercado alimentos saudáveis e seguros,produzidos pela agricultura familiar. Representantes da cooperativa afirmaramque, com o apoio do Bahia Produtiva, houve a melhoria da gestão, nas diversasáreas, incluindo a ampliação da produção e a venda de lacticínios, nos mercadosinstitucional e privado. 

Foram investidos R$ 2,5 milhões na base produtiva, na agroindústriade preparação do leite e fabricação de lacticínios, na gestão e em ações deacesso ao mercado. De acordo com o presidente da Coopag, Ronaldo Carneiro, acooperativa pretende viabilizar a ampliação de renda aos seus cooperados, pormeio da garantia de escoamento da produção, nos mercados estadual e nacional:“Hoje, a cooperativa gera 30 empregos diretos e a renda média de cada cooperadoestá em torno de R$9,6 mil”. 

Na Associação Indígena Hã Hã Hãe Aldeia Bahetá, formada porrepresentantes da comunidade Indígena Pataxó Hã Hã Hãe, foram implantadosprojetos que visam o fortalecimento da cadeia socioprodutiva agroecológica,além de buscar a garantia da segurança alimentar e nutricional, a preservaçãodo meio ambiente, o incentivo à comercialização e o resgate cultural dacomunidade.

Foi realizada a distribuição de sementes crioulas deespécies alimentares, medicinais, ornamentais e de essências florestais,implementada a cadeia produtiva da mandioca, desde as técnicas de manejo,processamento de seus derivados, até a sua comercialização. A associação járecebeu máquinas como roçadeira, motocultivador, equipamentos de proteçãoindividual, para melhorar a produção. No local, também serão construídos umacisterna e um galpão para o armazenamento das sementes. A produção dacomunidade está sendo comercializada na feira do município. Os produtos sãoexpostos nas 11 barracas de feira.  

O coordenador do projeto Bahia Produtiva, Fernando Cabral,afirmou que o projeto vem crescendo cada vez mais: “A cada ação queimplementamos, vemos como podemos melhorar e fazer com que cada comunidadecontinue crescendo. Esse é o nosso trabalho com as 1264 ações, em diversossistemas produtivos, que estamos realizando em toda a Bahia”.

O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia deDesenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretariade Desenvolvimento Rural (SDR), cofinanciado pelo Banco Mundial.


Comunicação

O segundo dia da missão, que segue até sexta-feira (21),contou com uma apresentação das ações realizadas pela Assessoria de Comunicaçãoda SDR (Ascom) para divulgação do projeto, entre elas, a Revista BahiaProdutiva, lançada em abril. A revista celebra o resultado de investimentos emcooperativas da agricultura familiar, com a apresentação de 17 cooperativas eassociações baianas, que juntas faturaram R$44,7 milhões em 2020, com aconquista de novos mercados, com identidade e marca próprias.

Também foram apresentadas as ações divulgadas em meios decomunicação da capital e do interior, em redes sociais e a campanha veiculadana TV, que mostra a agricultura familiar da Bahia como referência mundial. 

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