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Médica alerta para os cuidados com o coração durante inverno

Médica alerta para os cuidados com o coração durante inverno

14/06/2021 17h55 Atualizada há 5 anos atrás
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Médica alerta para os cuidados com o coração durante inverno


Incidência de doenças cardíacas aumenta em 25% durante aestação do ano e especialista alerta para os cuidados preventivos

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morteno mundo e a incidência de problemas cardíacos durante o Inverno aumenta em25%, segundo a Associação Americana do Coração (American Heart Association). Osdados ainda mostram que quando a temperatura alcança médias diárias abaixo de14 °C (graus Celsius), os casos de morte por infarto do miocárdio sobem paraaté 30%, e a cada 10° C a menos na temperatura, o risco de infarto cresce em7%.

“Isso ocorre porque as reações do organismo às baixastemperaturas levam à necessidade de algumas adaptações no sistemacardiovascular, que trabalha mais para manter seu equilíbrio”, completa a Dra.Paola Smanio, cardiologista do Grupo Fleury, que detém a marca soteropolitanaDiagnoson a+.

Ainda de acordo com a médica cardiologista, as reaçõesincluem constrição dos vasos sanguíneos, respiração superficial pela boca,aumento da frequência cardíaca e, consequentemente, aumento do consumo deoxigênio pelo músculo do coração. Além disso, o frio excessivo pode levar àruptura de uma placa aterosclerótica, causando a obstrução da artéria e atrombose intravascular e, consequentemente, ao infarto.

Outras doenças cardiovasculares também podem serdesencadeadas pelo frio, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e arritmiascardíacas, que tem a poluição atmosférica como outro dos agentes responsáveis.“Outro fator que demanda atenção em relação às doenças cardiovasculares e ofrio é a ocorrência mais frequente das doenças respiratórias e a presença deinfecção, que podem aumentar o risco de descompensação ao instabilizar umaplaca de gordura ou mesmo piorar o quadro clínico de falta de ar das pessoasque sofrem de insuficiência cardíaca estável”, alerta a especialista.

Entre os sintomas mais comuns do infarto estão: dor nopeito, falta de ar, náuseas, dor no braço esquerdo, dor nas costas, no pescoçoou no estômago, que também podem ser iniciadas após esforço ou situações deestresse e, até mesmo, em repouso. “A dor pode ser em aperto, opressão,queimação ou de difícil caracterização. O fato é que qualquer sintoma deve serinvestigado”, explica a médica.


Prevenção e exames

Nesta ou em qualquer época do ano, as pessoas devem procurarter hábitos de vida saudáveis, se manter aquecidas, realizar consultas médicasperiódicas e exames cardiológicos preventivos – capazes de identificar fatoresde risco, como colesterol elevado, hipertensão arterial, diabetes e tabagismo.Outros fatores também podem ter influência, como a apneia do sono, que podeaumentar o risco de hipertensão arterial.

Os exames diagnósticos indicados são desde os mais simples,como a avaliação do escore de cálcio das artérias coronárias, ultrassom dasartérias carótidas, cálculo de um índice chamado tíbio-braquial e o teste deesforço ou ergométrico, até exames de imagem que podem ser associados aoesforço ou, ainda, a medicamentos para a investigação necessária para aspessoas que têm dificuldade de realizar o exercício físico na esteira ou nabicicleta ergométrica.

Os exames de imagem podem investigar a presença deobstruções nas artérias do coração de forma não invasiva, como aangiotomografia de artérias coronárias. A cintilografia miocárdica, porexemplo, permite avaliar a repercussão das obstruções na irrigação do miocárdio(músculo do coração).

O ecocardiograma de estresse também identifica repercussãodas obstruções na irrigação do miocárdio por meio de alterações nacontratilidade cardíaca. O ecocardiograma de repouso realiza avaliaçõesestruturais e da função cardíaca, além de ser bastante útil para doençascongênitas e em válvulas. E, também, a ressonância magnética cardíaca é mais umdos testes importantes que avalia a função cardíaca, alterações cardíacasestruturais e viabilidade miocárdica.

“A medicina personalizada e preditiva contribui para arealização de exames para o diagnóstico correto e precoce, sejam de rotina,para diagnóstico ou acompanhamento, dependendo do risco estabelecido de acordocom as características e histórico do paciente”, conclui Dra. Paola.

Por: Andréia Vitório.

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