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Cadernetas Agroecológicas revelam potencial produtivo e de geração de renda da mulher agricultora

Cadernetas Agroecológicas revelam potencial produtivo e de geração de renda da mulher agricultora

28/07/2021 06h58 Atualizada há 5 anos atrás
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Cadernetas Agroecológicas revelam potencial produtivo e de geração de renda da mulher agricultora



O terceiro e último encontro virtual do seminário CadernetasAgroecológicas – Tecendo Saberes e Vivências, realizado na sexta-feira (23),apresentou os resultados econômicos e refletiu o processo de aplicação dasCadernetas Agroecológicas junto a 374 agricultoras envolvidas no Pró-Semiárido,projeto do Governo do Estado. Dentre os dados expostos, está o valor daprodução gerado por elas, que ultrapassou R$1,2 milhão em um ano deanotações. 

Para traduzir os números, a Cooperativa de AgropecuáriaFamiliar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), Cooperativa de Trabalho eAssistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (Cofaspi) e osInstitutos Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) e deDesenvolvimento Social e Agrário do Semiárido (Idesa) traçaram perfisrepresentativos de agricultoras de diferentes municípios, para daí aprofundaras análises a respeito da renda, aspectos relacionados à diversidade daprodução, estratégias de comercialização, capacidade de gestão e contribuiçãodessas mulheres para agrobiodiversidade do Semiárido. 

O uso das Cadernetas apontou ainda que a mulher agricultoraé a principal responsável pela produção agroecológica e que o serviço de ATCtem sido imprescindível para que ela adote novas técnicas, práticas e avancenesse papel de forma consciente e fortalecida. “As Cadernetas evoluíram e o quea gente vê agora é um movimento, a formação de uma rede! Esse instrumentoatestou que as agricultoras são as grandes guardiãs da agrobioidversidade, e oPró-Semiárido tem assumido essa agenda e se tornado referência”, assinalou oOficial de Programas do FIDA no país, Hardi Vieira.

Nesse sentido, a pesquisadora e membro do GT de Mulheres daArticulação Nacional de Agroecologia, Liliam Teles, destacou: “A CadernetaAgroecológica é uma ferramenta tão simples, mas se aplicada com a metodologiaque a acompanha pode transformar o olhar da agricultora e da equipe técnica”.Taiane Costa, membro da equipe da Coopercuc, confirma o que disse apesquisadora: “No processo de aplicação da metodologia, nós nos envolvemos deuma maneira totalmente diferente, essas mulheres nos ensinam muito mais do quea gente a elas”.

Os resultados apresentados no seminário foram comemorados aosom da musicista, arte-educadora, compositora, atriz e regente do Grupo Cafécom PaN, Emillie Lapa.

Caderneta Agroecológica - A Caderneta Agroecológica (CA) foiconcebida, em 2011, pelo Centro de Tecnologias Alternativas na região de Zonada Mata em Minas Gerais (CTA/ZM), em interlocução com o Grupo de TrabalhoMulheres da Articulação Nacional de Agroecologia – (GT/ANA). O Programa deFormação em Feminismo e Agroecologia (CTA), em 2013, foi o primeiro a utilizara metodologia das Cadernetas. Logo após, também em 2013 e em 2015, o GT da ANAaplicou esse instrumento dentro de um programa de formação, cuja temáticaprincipal foi “Feminismo e Agroecologia”, financiado pela União Europeia elevado a todas as regiões do país. 

A ferramenta começou a ser adotada pelo Pró-Semiárido, açãode combate à pobreza no campo executada pela Companhia de Desenvolvimento eAção Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural(SDR), em 2019. Entre os seis projetos cofinanciados pelo Fundo Internacionalde Desenvolvimento Agrícola (FIDA) no país, o maior número de agricultorasparticipantes da pesquisa, 41% das 909 cadernetas sistematizadas, são doprojeto do Governo da Bahia.

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