A Senzala do Barro Preto foi palco de mais uma plenária como ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lideranças políticas departidos de esquerda e movimentos sociais e sindicais. E como a luta domovimento negro tem sua raiz fincada aqui na Bahia, o petista não deixou deexpor a importância da reparação racial e da luta contra a intolerânciareligiosa. Ao lado do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), Lula lembrouque o Curuzu, a Liberdade, e a primeira capital do país são referências para aconstrução de políticas públicas que ajudem a corrigir uma dívida histórica como povo negro. Um dos representantes do movimento no Congresso, Assunçãoacompanhou a fala de Lula e caracterizou as agendas no estado como um passoimportante para recolocar os negros e índios no orçamento da União eestabelecer meios de evitar o avanço do genocídio.
Para Lula, “não dá para discutir política no Brasil se nãocolocar na pauta a questão do povo negro”. Ele também lembra dos índios, dasmulheres, e da comunidade LGBTQI+. “Nós temos que mudar efetivamente a forma deenxergar as soluções, porque toda a estrutura de governança do Brasil e todasas estruturas das instituições foram feitas há muitos anos atrás por umaelite”. O ex-presidente ainda aponta que o Brasil tem uma dívida com a Áfricaimpagável. “Ela não pode ser mensurada em dinheiro, ela tem que ser mensuradaem apoio logístico, em transferência de tecnologia em troca das experiências decada país. Por isso, visitei 34 países africanos e abri 19 embaixadas novas naÁfrica”.
Lula também fez um breve resumo de quando o Brasil era aoitava economia do mundo. Ele disse que “olhava para os Estados Unidos e nãoouvia a América do Sul”, e que “olhava para a Europa e não ouvia o continenteafricano”. “Estados Unidos achavam que era importante fingir não conhecer ocontinente africano”. Na mesma linha que Lula, o senador e principal nome do PTpara disputar o governo em 2022, Jaques Wagner, declarou que “nunca o Brasilteve uma relação tão estreita e solidária com povo africano no período em queLula foi presidente. A luta mais difícil que a gente tem é demolir o edifício dopreconceito que, ao longo de cinco séculos do Brasil, foi construído na cabeçadaqueles que ainda sonham com a volta da escravidão”.
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