“ACESSO AO CUIDADO”
Na caminhada de 27 anos do Cedeba, pelo segundo ano, o DiaMundial do Diabetes não é marcado por grandes eventos, em razão da pandemia,justifica a fundadora e diretora do Cedeba, Reine Chaves Fonseca. Mas - pontuou–marcaremos o Novembro Azul com reforço de informações sobre Diabetes, com ofoco no tema adotado para 2021/2022 pela IDF: “Acesso ao Cuidado para oDiabetes”.
Embora as atividades presenciais com os pacientes estejamlimitadas a pequenos grupos – que contarão com vídeos educativos na sala deespera principal – de 8 a 10 de novembro – “nosso compromisso é bem mais amploe tem como público-alvo todos os municípios da Bahia, por meio da mobilizaçãodos gestores municipais para a realização de ações educativas que contribuampara prevenir ou retardar o diabetes, doença que, segundo as estimativas daSBD, tem mais de 203 mil casos na Bahia”, observa a diretora do Cedeba.
As atividades do Dia Mundial do Diabetes – analise ReineChaves - são como uma Campanha de Vacinação em que há o Dia D, mas no caso doCedeba o trabalho educativo é continuo e se confunde com a história do Centrode Referência. Por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede(Codar), o Cedeba qualifica os profissionais da Atenção Primária de Saúde (APS)para o melhor atendimento às pessoas com diabetes, fortalecendo o auto cuidadoe identificando mais precocemente as complicações causadas pela doença para otratamento especializado.
Para as pessoas com diabetes acompanhadas no Cedeba, hátrabalhos educativos em grupos para os adultos e, também, para crianças eadolescentes (diabetes tipo 1). O acompanhamento é multidisciplinar porque“além do medicamento, é preciso buscar o caminho da alimentação saudável,praticar exercícios físicos”. Para os pacientes com diabetes que usam insulina,por exemplo, o trabalho educativo da Enfermagem é fundamental.
Este ano, como lembrou a diretora do Cedeba, “estamoscelebrando cem anos da criação da insulina, tema que enfocaremos no decorrer noNovembro Azul”. Também mostraremos a situação da retinopatia diabética, acomplicação mais temida pelos diabéticos. Também estarão em foco a doença renaldiabética que atinge entre 20 e 40% dos diabéticos e o pé diabético.
Apesar dos números que assustam, os estudos mostram -destacou a diretora do Cedeba – a possibilidade de evitar e/ou retardar ascomplicações do diabetes que reduzem a qualidade de vida, se houver um bomcontrole da glicemia, daí a importância do diagnóstico precoce e mudança deestilo de vida, como parte do tratamento.
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