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Nota sobre comercialização de artesanatos que retratam negros escravizados

Nota sobre comercialização de artesanatos que retratam negros escravizados

09/02/2022 08h00 Atualizada há 5 anos atrás
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Nota sobre comercialização de artesanatos que retratam negros escravizados

Recebemos com espanto e perplexidade a denúncia sobre aperpetuação do racismo e a tentativa de reforçar a imagem de subalternidade dapopulação negra expressas sob a forma de obras artesanais expostas em uma lojado aeroporto de Salvador.

O próprio processo de produção artesanal, que demanda tempo,remete a um intenso momento de reflexão sobre a vida em comunidade, as formasde subsistência, as referências de luta e resistência dos povos. A Bahia,celeiro de grandes batalhas, rebeliões, revoltas e quilombos, não pode serrepresentada por obras artesanais com imagens que remetem a um tempo sombrio davida nacional, no qual africanos e afro-brasileiros eram coisificados,destituídos de humanidade e superexplorados.

Nosso estado tem uma larga tradição em políticas de fomento,desenvolvimento, divulgação, qualificação e comercialização do artesanato,desde a criação do Instituto Feminino Industrial Visconde de Mauá, em 1939, atéos tempos atuais com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, pormeio da Coordenação de Fomento ao Artesanato. Nossas ações buscam divulgar umaprodução artesanal representativa da identidade cultural de força, resistênciae intensa diversidade baiana. Portanto alusões à população negra como asexpostas nos produtos da loja de artesanato do aeroporto de Salvador não serãotoleradas.

Ângela Guimarães, coordenadora de Fomento ao Artesanato

Davidson Magalhães, secretário do Trabalho, Emprego, Renda eEsporte.

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