No território de identidade Sertão do São Francisco, apiscicultura desponta como atividade promissora da agricultura familiar. Parareforçar o processo de produção e comercialização de peixes, o Governo doEstado, por meio do projeto Pró-Semiárido, firmou um convênio, nestaquinta-feira (28), com a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivadosde Peixe de Sobradinho (Coopes).
De acordo com o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, seráuma segunda frente que a cooperativa abrirá no seu portfólio de produtos. Alémde fazer o beneficiamento do pescado, fará a comercialização da ração. “Esseconvênio tem esse propósito, que a Coopes compre ração em atacado e faça ofornecimento mediante contrato com os produtores, em que eles vão pagar parteem dinheiro e parte em pescado. Desta maneira, o beneficiamento e acomercialização serão fortalecidos também”.
Para Rosália Vieira, presidente da Coopes, esse convênio éuma oportunidade que contribui para a sustentabilidade da produção de peixes.Segundo ela, um dos desafios dos produtores têm sido o aumento de preço daração no mercado. “Os produtores poderão comprar a ração mais barata e terão avenda garantida de sua produção, para a cooperativa beneficiar. Ospiscicultores e piscicultoras terão um ‘fôlego’ para conseguir alimentar ospeixes e também não ficarão reféns dos atravessadores, que não pagam preçosjustos”.
O peixe da espécie tilápia, produzido pela Coopes, éestocado e comercializado seguindo os padrões ideais sanitários e de qualidade,além de possuir o Selo de Identificação da Agricultura Familiar (SIPAF), quegarante a sua origem. Hoje, a cooperativa tem a capacidade de produção de 100 a300 quilos por mês, comercializados de diversas formas, como filé de tilápia avácuo, congelado em posta, espalmado congelado, linguiça de peixe, espetinhosde peixe, bolinho de peixe e peixe fresco, um cardápio variado que pode seradquirido no Armazém da Caatinga, em Juazeiro, ou por meio do sitewww.mercaf.com.br.
A engenheira de Pesca do Pró-Semiárido, Joseane Araújo, queacompanha o desenvolvimento produtivo da Coopes, destacou que com a assinaturadesse convênio será possível garantir a alimentação dos peixes. “Os produtorescomprarão a ração com cerca de 15% de desconto, mais barato que os mercadosatuais. Nesse processo, ganha quem produz e, também, a cooperativa, pois teráuma produção periódica, para a comercialização contínua, podendo assimabastecer grandes supermercados”.
A Coopes conta ainda com outro convênio firmado junto aoPró-Semiárido, no valor total de R$439,9 mil. Um recurso que prevê a aquisiçãode equipamentos para o beneficiamento do pescado e aproveitamento de resíduossólidos, entre outras ações, beneficiando piscicultores do território Sertão doSão Francisco.
Mais investimentos
Para garantir a qualificação da produção, outro projeto doGoverno do Estado, o Bahia Produtiva, destinou à Coopes R$ 1,6 milhão derecursos aplicados na reforma da unidade de beneficiamento de pescados,construção da fábrica de óleo e aquisição de máquinas e equipamentos. Aprevisão é que a obra seja entregue no segundo semestre deste ano. O BahiaProdutiva é executado pela CAR/SDR e cofinanciado pelo Banco Mundial.
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