A Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê(Copirecê) avança a cada dia no mercado nacional. Hoje, os produtos da Copirecêjá são comercializados em 12 estados brasileiros, a exemplo do Acre, Brasília,Goiânia e São Paulo. A ampliação gerou um faturamento expressivo de R$ 4,7milhões, em 2022, o maior registrado nos últimos 10 anos, com a comercializaçãodos diversificados produtos derivados de milho, em especial o Flocão PuroMilho, produzido com milho não-transgênico certificado.
Para chegar a esse faturamento em 2022, a AssistênciaTécnica e Extensão Rural (Ater) oferta pelo Governo do Estado, por meio doprojeto Bahia Produtiva, teve papel fundamental nessa revolução para o milhonão-transgênico. Com especial atenção ao mercado, que passou a buscar produtosmais saudáveis e seguros, a assistência técnica iniciou os cuidados na base deprodução e agroindustrialização para a produção do Flocão Puro Milhonão-transgênico.
O vice-presidente da Copirecê, Jônatas Fernandes, destaca osesforços do Governo do Estado no desenvolvimento da cooperativa. Foram mais deR$ 2,9 milhões investidos na entrega de insumos, grãos não-transgênicos,equipamentos para a irrigação do solo, kits para testes de transgenia e aassistência técnica e em gestão. “Todo esse trabalho nos dá uma condição muitogrande de crescimento porque nós temos uma assistência técnica funcionando e anossa indústria vai estar em pleno vapor com o maquinário novo vindo do projetoe com a nossa comercialização em alta”, comemora Jônatas.
Segundo a engenheira agrônoma, Zene Vieira, a Copirecêenxergou uma oportunidade de negócios nesse nicho de produtos mais saudáveis.“Foi uma alternativa para a gente mostrar o nosso diferencial. A partir dessamudança, nós começamos a organizar a agroindustrialização, o processamento e acomercialização desses produtos, seguindo essa linha de produção de um alimentomais saudável”.
O resultado do trabalho realizado ao longo desses anos é aprodução de alimentos livres de transgenia, que são referência no mercado. São120 toneladas de milho em grãos, por mês, e um salto para 4.000 cooperados,sendo 180 agricultores e agricultoras atuando diretamente na produção de milhonão-transgênico.
Outro importante diferencial que alavancou as vendas nacooperativa foi a Certificação de Conformidade de Produtos Não OGM (OrganismosGeneticamente Modificados) pelo Instituto Biodinâmico (IBD). Foram quase doisanos de trabalho na implantação de processos, manual de boas práticas e outrasações que padronizaram o sistema de agroindustrialização da cooperativa, para oprocessamento de produtos não-transgênicos. Essas ações garantiram acertificação IBD e também a certificação para milho orgânico.
Os esforços resultam em mais renda e mais saúde para osagricultores e agricultoras familiares e consumidores(as). O agricultorfamiliar e técnico agrícola, Adão Gaspar, comenta a melhoria da renda a partirdos aprendizados técnicos. “Se o preço da praça é R$ 65,00 a Copirecê paga R$85,00 no milho não-transgênico. Então, é um incremento de R$ 20,00 por saca. Eisso já faz toda a diferença”. Em um montante de 50 sacas, a diferença nopagamento sobe para R$ 1 mil.
O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia deDesenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretariade Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial.
A matéria faz parte da Revista Bahia Produtiva – AssistênciaTécnica e Extensão Rural promove transformações no rural baiano e pode serconferida na íntegra acessando o link da SDR.
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