Os riscos fitossanitários da importação de amêndoas decacau, oriundas da África, em especial da Costa do Marfim, são a maiorpreocupação dos cacauicultores. Em 2021, o Ministério da Agricultura publicou aInstrução Normativa N° 125, que relaxou a exigência fitossanitária para a importaçãode amêndoas africanas.
"É uma agenda muito importante para a cacauiculturabaiana e para o Brasil, já que a Bahia lidera a produção de amêndoas de cacauem área plantada e em número de agricultores familiares envolvidos nessesegmento. A ANPC esteve com a gente, juntamente com o CIAPRA, discutindo umaestratégia ampla de desenvolvimento da cacauicultura baiana. Apresentamos ovolume de investimentos que já foram feitos nesses territórios e a metodologiaque os consórcios estão executando e programamos, para o próximo dia 14, umaapresentação para a sociedade cacaueira: essa nova modelagem de ATER[assistência técnica e extensão rural]. Hoje, a presidente da ANPC apresentouao governador um documento concebido pela ANPC, uma pauta muito delicada, que éa segurança fitossanitária da cultura do cacau no estado, a qual estamos nosdebruçando com nossos órgãos oficiais, CAR e Bahiater, que estão trabalhandonessa ação estratégica", afirmou o titular da CAR, Jeandro Ribeiro.
Os cacauicultores alertam que a entrada de doenças e pragaspode contaminar a produção de cacau e outras culturas, além de afetar asustentabilidade ambiental e econômica da região. De acordo com o titular daBahiater, Lanns Almeida, é preciso observar a necessidade de proteção para alavoura baiana e brasileira.
"Precisamos estar atentos às barreiras fitossanitárias,seguindo padrões internacionais e padrões nacionais, com uma constância nomundo todo, principalmente em se tratando de uma cultura tão importante como éa do cacau, na qual 72% do público são agricultores familiares, representandouma cultura tão importante para a agricultura da Bahia – mais de 72 milestabelecimentos rurais estão na cacauicultura baiana. Então, precisamos estarmuito atentos e reforçar ainda mais toda a segurança fitossanitária em relaçãoao cacau africano que chega no Brasil e, especialmente, na Bahia, visando,ainda, a proteção ambiental e social", destacou Lanns Almeida.
"Nós temos cacau de qualidade e preservamos o meioambiente. Não podemos admitir o risco fitossanitário e outros de ordemtrabalhista", afirma a presidente da ANPC, Vanuza Lima. Para o presidentedo Ciapra Baixo Sul, Leonardo Cardoso, a Bahia tem condições de atender omercado.
"Precisamos de um projeto para trabalhar a ampliação daprodução para atingir a meta que a indústria precisa, seguindo as regrasnecessárias", finaliza Leonardo Cardoso. A próxima agenda do grupo seráuma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia, com data a serdefinida.
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