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Reunião técnica com CAR e Bahiater discute importação do cacau na Bahia

Reunião técnica com CAR e Bahiater discute importação do cacau na Bahia

06/03/2023 00h30
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Reunião técnica com CAR e Bahiater discute importação do cacau na Bahia

A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e aSuperintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater),vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), reuniram-se comcacauicultores dos territórios Litoral Sul e Baixo Sul nesta sexta-feira (3). Oencontro, que tratou sobre os impactos da importação do cacau que chega àBahia, por meio do Porto de Ilhéus, aconteceu no município de Itabuna, comrepresentantes do Consórcio Intermunicipal do Mosaico das APAS do Baixo Sul(Ciapra Baixo Sul) e da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC).

Os riscos fitossanitários da importação de amêndoas decacau, oriundas da África, em especial da Costa do Marfim, são a maiorpreocupação dos cacauicultores. Em 2021, o Ministério da Agricultura publicou aInstrução Normativa N° 125, que relaxou a exigência fitossanitária para a importaçãode amêndoas africanas.

"É uma agenda muito importante para a cacauiculturabaiana e para o Brasil, já que a Bahia lidera a produção de amêndoas de cacauem área plantada e em número de agricultores familiares envolvidos nessesegmento. A ANPC esteve com a gente, juntamente com o CIAPRA, discutindo umaestratégia ampla de desenvolvimento da cacauicultura baiana. Apresentamos ovolume de investimentos que já foram feitos nesses territórios e a metodologiaque os consórcios estão executando e programamos, para o próximo dia 14, umaapresentação para a sociedade cacaueira: essa nova modelagem de ATER[assistência técnica e extensão rural]. Hoje, a presidente da ANPC apresentouao governador um documento concebido pela ANPC, uma pauta muito delicada, que éa segurança fitossanitária da cultura do cacau no estado, a qual estamos nosdebruçando com nossos órgãos oficiais, CAR e Bahiater, que estão trabalhandonessa ação estratégica", afirmou o titular da CAR, Jeandro Ribeiro.

Os cacauicultores alertam que a entrada de doenças e pragaspode contaminar a produção de cacau e outras culturas, além de afetar asustentabilidade ambiental e econômica da região. De acordo com o titular daBahiater, Lanns Almeida, é preciso observar a necessidade de proteção para alavoura baiana e brasileira.

"Precisamos estar atentos às barreiras fitossanitárias,seguindo padrões internacionais e padrões nacionais, com uma constância nomundo todo, principalmente em se tratando de uma cultura tão importante como éa do cacau, na qual 72% do público são agricultores familiares, representandouma cultura tão importante para a agricultura da Bahia – mais de 72 milestabelecimentos rurais estão na cacauicultura baiana. Então, precisamos estarmuito atentos e reforçar ainda mais toda a segurança fitossanitária em relaçãoao cacau africano que chega no Brasil e, especialmente, na Bahia, visando,ainda, a proteção ambiental e social", destacou Lanns Almeida.

"Nós temos cacau de qualidade e preservamos o meioambiente. Não podemos admitir o risco fitossanitário e outros de ordemtrabalhista", afirma a presidente da ANPC, Vanuza Lima. Para o presidentedo Ciapra Baixo Sul, Leonardo Cardoso, a Bahia tem condições de atender omercado.

"Precisamos de um projeto para trabalhar a ampliação daprodução para atingir a meta que a indústria precisa, seguindo as regrasnecessárias", finaliza Leonardo Cardoso. A próxima agenda do grupo seráuma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia, com data a serdefinida.

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