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SEI e SSP-BA divulgam o padrão de feminicídios na Bahia de 2017 a 2022

SEI e SSP-BA divulgam o padrão de feminicídios na Bahia de 2017 a 2022

09/03/2023 07h27 Atualizada há 4 anos atrás
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SEI e SSP-BA divulgam o padrão de feminicídios na Bahia de 2017 a 2022

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia(SEI) e a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) divulgam, emparceria,  a edição 2023 do estudoFeminicídios na Bahia. Este é o terceiro ano de divulgação do tema e marca ocompromisso dos órgãos com a luta das mulheres nesse 8 de março, DiaInternacional da Mulher. Os dados são publicados por meio de uminfográfico-síntese que acompanha uma série histórica de 2017 a 2022.

 Trata-se de umtrabalho essencial para a qualificação do debate público e político sobre aviolência de gênero sofrida pela mulher e, consequentemente, subsídio para odesenvolvimento de ações efetivas no enfrentamento desse tipo de violência. Otrabalho foi construído a partir dos registros dos Boletins de Ocorrência (BO),registrados em Delegacias de Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA) esistematizados pela Siap (Superintendência de Gestão Integrada da AçãoPolicial).

 Resultados - De 2017a 2022, foram 564 mulheres vítimas de feminicídios na Bahia. Esse númerorepresentava um aumento médio de 6,3% ao ano. Especificamente no ano de 2022,foram registradas 107 feminicídios. O aumento em relação a 2021 foi de 15,1%.Isso significa dizer que uma mulher foi assassinada na Bahia por questões degênero a cada quatro dias. Ou ainda, de cada 5 mortes violentas de mulheres naBahia, duas foram feminicídios.

 O crime defeminicídio apresenta um padrão de ocorrência: as mulheres em idade adulta(entre 30 e 59 anos) e negras foram as principais vítimas desse tipo de crime.Entre os instrumentos utilizados, destacam-se as armas brancas com 47,8% dototal de casos entre 2017 e 2022. Ou seja, quase metade das mulheres vítimas defeminicídios na Bahia foram assassinadas por arma branca.

 Por sua vez, as armasde fogo configuram o segundo grupo de instrumento mais utilizado: 27,8%; sendoque é possível observar um aumento de 50,0% nos casos com esse tipo deinstrumento em 2022.

 O parceiro íntimo davítima (companheiro, ex-companheiro e namorado) foi o principal autor dosfeminicídios na Bahia, ou seja, de cada 10 feminicídios, em 9 deles o autor foio parceiro íntimo da vítima. Por sua vez, a principal motivação dosfeminicídios foi passional (61,3%).

 Outra caracterizaçãopara esse tipo de crime é que a maioria ocorreu no interior do estado: 77,87%;contra 16,8% em Salvador e 5,3% na Região Metropolitana (RMS).

Acesse os resultados no infográfico no portal da SEI.

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