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Setor florestal baiano cresce com foco na sustentabilidade

Setor florestal baiano cresce com foco na sustentabilidade

21/03/2023 14h55 Atualizada há 3 anos atrás
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Setor florestal baiano cresce com foco na sustentabilidade

100% do papel produzido no estado e toda a madeira para finsindustriais são de origem de florestas plantadas

Os números, economicamente expressivos, se tornamainda mais relevantes quando consideradas as práticas sustentáveis adotadaspelas empresas responsáveis. 100% do papel produzido e toda a madeira para finsindustriais são de origem de florestas plantadas com a finalidade comercial.São 700 hectares (ha) de áreas reflorestadas por meio de plantio de mudascultivadas atendendo a um plano de manejo sustentável. A prática recuperaespaços degradados e reduz os impactos ambientais.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE),Angelo Almeida, reforça a importância dos números positivos, destaca a posturadas empresas em busca do crescimento sustentável e reafirma o compromisso dogoverno da Bahia com a pauta.

“Existe uma tendência muito forte dos consumidores nabusca por produtos sustentáveis. E a responsabilidade dessas companhias seenquadra a essa tendência de mercado”, destaca o gestor, que pontua ainda otrabalho da SDE em apoio ao segmento, através da Agenda Positiva do SetorFlorestal com o Governo do Estado (APFLOR) e na proposta do Plano BahiaFlorestal 2033. “Para fortalecer ainda mais o segmento, a SDE e a ABAF criarama APFLOR, uma agenda positiva com produtores e empresas do ramo. O nossoobjetivo é ampliar esse diálogo e atender as demandas apresentadas com objetivode melhorar a produtividade do segmento, que é tão relevante para o estado”,conclui.

Entre as empresas que se destacam está a Suzano,referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir docultivo de eucalipto. Instalada há 30 anos no estado, é uma das companhias quetem a sustentabilidade como parte da sua estratégia de negócio. Segundo ocoordenador de Meio Ambiente Florestal da corporação, Diomar Biasutti, o grupoassumiu um conjunto de metas de longo prazo, entre elas, a de capturar 40milhões de toneladas de dióxido de carbono até 2025. O composto químico é umdos principais gases do efeito estufa. “Nossa meta em relação à remoção decarbono da atmosfera é ambiciosa, mas o modelo de cultivo sustentável deárvores, em sistema de mosaicos em que preservamos a mata nativa, contribuifortemente para alcançarmos esse objetivo”, destaca.

Meryellen Oliveira, Gerente de Meio Ambiente eCertificações Florestais da Bracell, empresa que possui uma unidade industrialno Polo de Camaçari, também destaca as práticas adotadas. “A Bracell investe emprogramas voltados à pesquisa e proteção dos recursos hídricos, do solo, damata nativa e da fauna silvestre. Além disso, forma parcerias com instituiçõese governos em programas ambientais a fim de ampliar o alcance das ações”. Aindasegundo a gerente, são oito os programas cujos dados norteiam a tomada dedecisões sobre o manejo florestal, que contribuem para a manutenção da qualidadeambiental e para a promoção da conscientização das comunidades para umaconvivência harmoniosa com o ambiente.

A presidente da ABAF e Líder Global de RelaçõesCorporativas da Suzano, Mariana Lisbôa, reforça a importância do setor e que ocompromisso com o meio ambiente é uma preocupação de todo o grupo.“Considerando as oportunidades de expansão das florestas plantadas e do uso deprodutos florestais em diversas cadeias produtivas, é evidente que o setor deárvores cultivadas possui potencial de contribuição em diversas frentes. Alémdisso, é reconhecido o cuidado com a natureza e com o investimento constante empessoas, tecnologia e ciência. São fatores fundamentais para que a indústria debase florestal atenda aos consumidores e cuide do meio ambiente, inclusive nocombate às mudanças do clima”, destacou.

 

Plano Bahia Florestal 2033

Em discussão, o Plano Bahia Florestal 2033 é umaproposta da ABAF para orientar o planejamento do setor. Entre os principaispontos estão a ampliação e o fortalecimento da cadeia produtiva de madeira naBahia; atração de novos investimentos; uso múltiplo da madeira; maior inclusãodos pequenos e médios produtores e processadores de madeira; incentivo de novasfronteiras agroindustriais que podem se beneficiar das infraestruturas em tornoda Ferrovia de Integração Oeste - Leste (Fiol), da Centro-Atlântica (FCA) e doPorto Sul.

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