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Em entrevista, Deputada Fátima Nunes, defende mais mulheres na politica e a ocupação de terras por quem precisa trabalhar e produzir alimentos

Em entrevista, Deputada Fátima Nunes, defende mais mulheres na politica e a ocupação de terras por quem precisa trabalhar e produzir alimentos

05/04/2023 14h09 Atualizada há 3 anos atrás
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Em entrevista, Deputada Fátima Nunes, defende mais mulheres na politica e a ocupação de terras por quem precisa trabalhar e produzir alimentos

A Deputada Estado pelo Partidodos Trabalhadores na Bahia, Fátima Nunes, em entrevista ontem no Canal Esperançar,falou como foi a sua chegada a assembleia legislativa após participar daeleição de 1990 e ficar na suplência, só assumindo o mandato em 1993 e desdeaquele dia, vem se reelegendo continuamente, sendo o atual, o quinto. Hoje elaestá líder da bancada do PT.

Ela lembrou que mesmo estandono ano de 2023, “não é fácil a mulher ocupar lugar de poder”. Porque o sexofeminino foi “acostumado”, pela sociedade, a cuidar da família. E foi precisose desprender dos laços para que pudesse estar na luta do campo e das cidades.A deputada é ligada as Comunidades de Bases e a Teologia da Libertação daIgreja católica.

Nascida na cidade deParipiranga no Sertão da Bahia, Fátima Nunes enfrentou o preconceito pordedicar a sua vida a luta social. Como outras mulheres, foi recriminada por pessoasque achavam que estava “abandonando os filhos”. Se em qualquer canto do Brasil umamulher parte para a luta social e é vista com “olhos atravessados”, no Nordesteeste tipo de acusação é potencializado ainda mais.

Mas Fátima não renunciou aoseu destino. Para ela, quando alguém se coloca a disposição, “é para cuidar detodos e de todas”. A deputada lembrou que o lugar da politica era sempre parahomens e que não havia espaço, mesmo nos partidos, para uma mulher. Mesmo comas mudanças e mais mulheres nas câmaras de vereadores, deputados e no Senado, épreciso não só votar em alguém por ser do sexo feminino, mas que se “mulher” eesteja na defesa dos menos favorecidos.

Durante a entrevista a MeireVieira, Regina Faziole e Dimas Roque, ainda teve espaço para que as terras quenão estão produzindo sejam ocupadas por quem precisa trabalhar. “Repartir aterra é repartir o pão”, disse Fátima. Com um Brasil tão rico e poderoso quetem muitas áreas agricultáveis, que a comida seja produzida nestas terras paratodos. Assim pensa e defende a deputada.

“Quem produz os alimentos que sãolevados ao mercado e depois para a mesa de todo o povo Brasileiro, são aquelespequenos agricultores”, sentencia Fátima. No Brasil, essa agricultura vem sendoconhecida como “agricultura familiar”, já que são milhões de famílias queproduzem o alimento no campo.

 

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