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Estudante reúne 26 mil assinaturas pela revogação total do Novo Ensino Médio

Estudante reúne 26 mil assinaturas pela revogação total do Novo Ensino Médio

10/04/2023 07h24 Atualizada há 3 anos atrás
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Estudante reúne 26 mil assinaturas pela revogação total do Novo Ensino Médio

Um abaixo-assinado, organizado por uma rede que nasceu parafazer oposição ao Novo Ensino Médio, reúne 26 mil assinaturas pedindo arevogação total da reforma no ensino. A campanha tem à frente o estudanteGustavo Ferragini, que cursa o 3º ano do Ensino Médio e é o fundador domovimento secundarista “Rede Militei”, em São Carlos, interior de São Paulo.

Estudantes do País inteiro estão ampliando as pressões em cimado governo para pedir que o Novo Ensino Médico seja revogado. A petição lançadapelo movimento “Rede Militei”, formado por alunos e grêmios de três escolas,está aberta na plataforma Change.org.

Nesta semana, o Ministério da Educação publicou uma portariasuspendendo a implementação da diretriz por um prazo de 60 dias, enquantoocorre uma consulta pública.

O aluno Gustavo, que tem 17 anos e estuda em uma escolapública na cidade de São Carlos, afirma que a reforma do Ensino Médio é umretrocesso e precisa ser derrubada.

“Seu currículo é extremamente superficial e coloca em xequea sapiência construída durante séculos por pensadores e cientistas, a fim desustentar um discurso de inovar o ensino que justamente mata o ensino dequalidade”, destaca o jovem militante secundarista.

No abaixo-assinado, a Rede Militei afirma que a medida põeem risco o desenvolvimento de habilidades fundamentais dos alunos, já quemuitos conteúdos passaram a ser contemplados de forma “ superficial”. Veja: Aqui.

O chamado “Novo Ensino Médio” é fruto da lei 13.415/2017,aprovada pelo Governo Federal na gestão de Michel Temer. A medida alterou a Leide Diretrizes e Bases da Educação Nacional para o Ensino Médio, diminuindoprogressivamente as disciplinas tradicionais da Base Nacional Comum Curricular(BNCC). Desde a aprovação, em 2017, a lei enfrenta resistências.

De acordo com Gustavo, além de o novo sistema extinguir dagrade curricular várias disciplinas essenciais para a formação de cidadãosreflexivos, ele ainda afeta os estudantes porque muitos não estão cursando ositinerários formativos escolhidos e, aqueles que cursam, percebem que o projetopedagógico “é raso”. “Trocou o conhecimento pela informação”, diz.

Pela nova diretriz, “itinerários formativos” substituíramdisciplinas de biologia, física, química, história, geografia, filosofia esociologia, bem como diminuíram, consideravelmente, as aulas de línguaportuguesa e matemática. Além disso, como há escolas não preparadas paracontemplar todos os itinerários, muitos estudantes estão cursando grades quenão optaram.

“Essa nova diretriz educacional possui muitas falhas: ignoraa desigualdade presente na infraestrutura das escolas públicas, aumenta odesinteresse pela aprendizagem e não equipara devidamente a BNCC comoprometido, visto que as bases teóricas verdadeiramente necessárias para aformação crítica e científica foram substituídas por um ensino fraco erepetitivo”, destaca o jovem, que atua na difusão científica e em projetos desustentabilidade.

A expectativa de Gustavo é que o Novo Ensino Médio sejatotalmente revogado e, em seu lugar, um currículo pedagógico bem estruturado,coeso e não-excludente torne o processo de ensino-aprendizagem de realqualidade. “Cada direito conquistado nasceu das lutas que alguém travou. Afirmocom veemência: nossa vez de lutar chegou”, avisa o jovem. 

Para isso, a Rede Militei conta com a intensificação dapressão a partir do abaixo-assinado. Além da petição, o grupo também tem sereunido em atos de rua. Com apoio da sociedade, a organização surgiu paradifundir a oposição contra o Novo Ensino Médio em São Carlos e com o objetivode apoiar as lutas pela educação e pela ciência no Brasil.

“A expectativa é que nossa petição continue sendo uminstrumento para reunir em uníssono nosso brado de resistência contra o NovoEnsino Médio. Cada assinatura, compartilhamento e comentário soma nesse idealcoletivo”, explica o militante secundarista.

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