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Governo da Bahia estrutura rede de produção de café de alto padrão da agricultura familiar

Governo da Bahia estrutura rede de produção de café de alto padrão da agricultura familiar

16/04/2023 20h41 Atualizada há 3 anos atrás
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Governo da Bahia estrutura rede de produção de café de alto padrão da agricultura familiar

Nesta sexta-feira (14), Dia Mundial do Café, a agriculturafamiliar baiana mostra seu potencial com uma rede estruturada para a produçãode café de alto padrão. Para isso, o Governo do Estado, por meio da Companhiade Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), já investiu mais de R$31,7 milhões nosistema produtivo do café, nos últimos oito anos.

A CAR vem estimulando as organizações produtivas aproduzirem o café de forma mais qualificada, e que no  pós a colheita, seja tratado com todo ocuidado para se tornar um café de alto padrão, com potencial para disputar empé de igualdade com qualquer café do mundo. Com isso, a Bahia conta hoje com 17empreendimentos diretamente apoiados pela CAR, por meio do projeto BahiaProdutiva, localizados nos territórios Sudoeste, Médio Sudoeste, ChapadaDiamantina e Extremo Sul e Costa do Descobrimento. Destes, quatro receberamrecursos para a estruturação do processamento desses grãos de melhor qualidade.

O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, ressalta que aBahia é um importante produtor de café, sendo o terceiro maior produtor de caféconilon e quarto maior produtor de café tipo arábica. Ele observa ainda que aagricultura familiar se destaca nessa produção. “Diante deste cenário,entendemos que era importante intensificar os investimentos nesse sistemaprodutivo vinculado a cooperativas, para que pudéssemos ter bons exemplos,intensificando a produção de café de qualidade, com identificação geográfica(IG), e que possa ofertar a agricultura familiar uma renda digna. São essesbelos exemplos que queremos irradiar para todos outros estabelecimentos”.

A Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa(CPC), localizada no Sudoeste, por exemplo, cultiva café de produçãosustentável, pelos camponeses do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), comos princípios da agroecologia, respeito às comunidades e à biodiversidadelocal. Lá, os investimentos foram concentrados na estruturação do beneficiamentoprimário do café. Antes dos investimentos da CAR, o café era vendido paraatravessadores por preço abaixo do mercado, agora será direcionado para aCooperativa Mista dos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (Cooperbac). 


Parques industriais da cafeicultura

Localizada no Sudoeste, em Barra do Choça, a Cooperbac éreferência na região. Além dos 323 cooperados, a cooperativa já atende a maisde nove mil agricultores (as) de todo o estado. A organização recebeu recursospara a implantação da unidade de processamento e torrefação de café, nodesenvolvimento de embalagens e rótulos e outras estratégias para o acesso amercados. Entre as marcas de café comercializadas estão o Feminino Cooperbac, oCooperbac Premium, o Café Cooperbac Premium Orgânico, o Café Cooperbac, o CaféPremium em grãos e o Café Tia Rege.

Assim como no Sudoeste, o território Chapada Diamantinapossui duas organizações que cumprem o mesmo papel de concentrar a produção. ACooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos (Cooperbio), localizada emSeabra, que está prestes a iniciar o funcionamento da Unidade de Beneficiamentode Café, localizada na comunidade do Churé. Os produtos da Cooperbio já sãocomercializados em cafeterias de Salvador, Brasília e São Paulo e exportadospara países como Portugal, Austrália, Inglaterra e Alemanha.

Já a Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã(Coopiatã), em Piatã, conta com avanços e valorização do produto e é outrareferência para os produtores de café da região. Os cafés especiais da Coopiatãjá são referência internacional, premiados no Cup Of Excellence Brazil.

No Extremo Sul, a Cooperativa Agropecuária do Extremo Sul daBahia (Coopaesb), destaca-se na organização das redes produtivas e possui quase290 associados. Lá, o Movimento Sem Terra (MST) registrou a marca Terra Justa,como marca dos produtos da Reforma Agrária produzidos pelos trabalhadores efamílias Sem Terra no estado. Com os recursos investidos, a cooperativaaumentou a quantidade de produção e melhorou a qualidade do café.

Os investimentos foram realizados por meio do BahiaProdutiva, projeto executado pela CAR, empresa pública vinculada à Secretariade Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial. 

 

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