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MST realiza ato político e doa sete toneladas de alimentos ao programa Bahia Sem Fome

MST realiza ato político e doa sete toneladas de alimentos ao programa Bahia Sem Fome

17/04/2023 20h59 Atualizada há 3 anos atrás
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MST realiza ato político e doa sete toneladas de alimentos ao programa Bahia Sem Fome

Em memória do Massacre de Eldorado dos Carajás, o MST daBahia realizou hoje (17/4) um ato político no auditório Jorge Calmon daAssembleia Legislativa da Bahia (ALBA). A sessão foi presidida pela deputadaestadual Fátima Nunes (PT), ao lado de autoridades, a exemplo do deputadofederal Valmir Assunção (PT-BA) e a Secretária de Assistência e DesenvolvimentoSocial da Bahia (Seades), Fabya Reis.

Cerca de 700 militantes Sem Terra estão acampados naSecretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e, pela manhã, seguiram em marcha atéa Assembleia Legislativa (ALBA) para realização do ato em denúncia à violênciano campo e à CPI que foi protocolada no legislativo do estado. Mais cedo, umcafé da manhã foi oferecido pelos Sem Terra na entrada da ALBA.

De acordo com o deputado federal Valmir Assunção, éfundamental que a reforma agrária seja tema prioritário no conjunto daspolíticas públicas. “Hoje, o governador Jerônimo Rodrigues anunciou ocompromisso da elaboração de um Plano Estadual de Reforma Agrária. Em nívelfederal, também temos a expectativa de que o Governo Lula avance em políticasque subsidiem a produção de alimentos. É a agricultura familiar a responsávelpela produção de 70% do que chega a nossas mesas”, disse o parlamentar.

O Massacre de Eldorado dos Carajás é um momento que marca ahistória do MST. No dia 17 de abril de 1996, durante uma marcha realizada nomunicípio de Eldorado dos Carajás, estado do Pará, 21 Sem Terras foramassassinados pela polícia daquele estado. O episódio também deixou dezenas detrabalhadores mutilados.

“Transformamos o mês de abril em um mês de lutas, no DiaNacional de Luta por Reforma Agrária, a principal reivindicação do MovimentoSem Terra. Nós queremos que a Constituição Federal se cumpra; que as terras quenão cumprem sua função social sejam destinadas à reforma agrária. Se queremtanto uma CPI, que se investigue o trabalho escravo que ainda vitimiza tantosbaianos. O MST não irá parar sua luta!”, afirmou Evanildo Costa, tambémdirigente nacional do MST. 

Estiveram presentes também os deputados estaduais MarcelinoGalo e Hilton Coelho, a deputada estadual Neusa Cadore, os vereadores deSalvador Marta Rodrigues e Suíca, os secretários estaduais Osni Cardoso, daSDR, Felipe Freitas, da SJDH, o superintendente do INCRA da Bahia, CarlosBorges; os representantes da executiva do Partido dos Trabalhadores a nívelnacional, Lucinha Barbosa e estadual, Tassio Brito e os dirigentes do MST daBahia, Eliane Oliveira e Evanildo Costa.

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