A sinergia com a Acelen mudou a lógica de política deatração de investimento do Estado. Agora, será baseada em incentivo paraPesquisa e Desenvolvimento (P&D) e não em incentivos fiscais. O projetobaiano de transição energética, com foco em diesel verde, será desenvolvido comos óleos de macaúba e dendê. O intuito é contribuir para a desfossilização decombustíveis. O recurso, inicialmente, é de R$ 1,5 bilhão, que, quando envolvepesquisadores de outros países ou estados, pode chegar a cerca de R$ 2,5 bilhões.
O capital será utilizado em diversos estudos, como naobtenção de germoplasmas de culturas ainda não domesticadas, fazendas-viveirosemiautomatizadas, cultivo e plantação em alta escala, tanto em pequenas comograndes propriedades, colheita de alta escala, entre outros. Com isso, asuniversidades, instituições científicas e de inovação tecnológica (ICTs),startups e todo o ecossistema de inovação baiano serão impulsionados.
Na China, as negociações sobre tecnologia foram voltadaspara o desenvolvimento do conceito de Cidades Inteligentes. A Dahua Technology,que promove serviço de segurança usando Inteligência Artificial das Coisas(AIoT), quer desenvolver estudos para aplicar sua tecnologia no estado, além deinvestir nas cidades inteligentes de Entre Rios e Itaparica. A Avic,conglomerado focado em infraestrutura, também mostrou interesse em aplicarrecursos nas Smart City baianas. Com a Hauwei, foi assinado um memorando paraexpansão tecnológica. A empresa utilizará o Parque Tecnológico da Bahia paraelaborar projetos e formar mão de obra.
Segundo o secretário da Secti, André Joazeiro, o saldo daviagem é positivo. “É um investimento da Acelen que vai girar em torno de R$1,5 bilhão de investimento só na pesquisa. São R$ 12 bilhões no projeto, mascom essa quantia separada só para a pesquisa. Esse é o maior projeto depesquisa feito na história da Bahia e é o maior investimento de pesquisa emenergia no estado”, ressalta o titular da pasta.
Para o vice-presidente de Relações Institucionais,Comunicação e ESG da Acelen, Marcelo Lyra, a proposta insere o estado nocenário mundial de produção de energia limpa. “É um projeto grandioso quecoloca Acelen entre os 25 maiores produtores de diesel renovável do mundo ecoloca também a Bahia entre os 25 locais onde se produz diesel renovável.Portanto, incorpora definitivamente o estado no cenário de transição energéticaa partir de biocombustível”, projeta.
Parque Tecnológico de Transição Energética
Com foco na transição energética, a Secretaria Estadual deCiência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Senai Cimatec, tambémdesenvolve um novo projeto do Parque Tecnológico. Primeiro espaço estendido doParque Tecnológico da Bahia, parte da política de interiorização prevista noPrograma de Governo Participativo (PGP), será implantado em Camaçari, em umaárea de 50 hectares. O Parque nascerá com quatro grandes empresas. A Acelen,que fará o investimento de mais de R$ 1,5 bilhão, e outras três, que juntasforam o investimento de R$ 250 milhões. Os nomes das três parcerias previstasserão anunciados à medida em que os protocolos com o Governo forem assinados.
Foto: Divulgação.
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