Causada principalmente por vírus e bactérias, a doença ébastante contagiosa. Segundo o Ministério da Saúde, entre os anos de 2007 e2020, foram confirmados 265.644 casos de meningite, entre os quatro tipos dadoença, sendo a viral mais frequente, com 121.955 casos.
Os principais sinais de alerta são febre, dor de cabeça erigidez na nuca. Entre crianças e adolescentes, a meningite pode evoluirrapidamente, causando perda dos sentidos, gangrena dos pés, pernas, braços emãos.
Casos no litoral paulista
Segundo a médica Gisele Abud, que atua como diretora Técnicada Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Zona Leste, em Santos, apesar depoucos atendimentos na unidade, a doença merece atenção e deve ser prevenida.
“De janeiro de 2022 a março de 2023, foram atendidos cincocasos de meningite na UPA, sendo a maioria viral. Apesar disso, é importanteestar alerta aos sintomas para que o diagnóstico seja realizado com rapidez”,alerta a médica.
Em sua forma mais grave, a doença pode levar a convulsões,delírio, tremores e coma. Quando tratado adequadamente, o paciente pode evitarproblemas permanentes como a surdez, dificuldade de aprendizagem, crises deepilepsia e comprometimento cerebral.
“Ao dar entrada com sinais e sintomas compatíveis com ameningite, o paciente fica em observação no leito de isolamento realizandoexames laboratoriais e coleta de líquor para confirmação diagnóstica. Após usode antibióticos, o paciente é transferido para hospital de referência",completa a profissional.
Vacinar é prevenir
A vacinação é a forma mais segura e eficaz de evitar ameningite. A proteção a partir da imunização evita o adoecimento e surtos peladoença. Atualmente, há sete vacinas recomendadas e disponíveis do Sistema Únicode Saúde (SUS):
• BCG: dose única ao nascer.
• Pentavalente: a primeira dose é aplicada aos 2 meses deidade, a segunda aos 4 meses e terceira aos 6 meses.
• Pneumocócica 10-valente: primeira dose aos 2 meses deidade, segunda dose aos 4 meses e reforço com um ano.
• Pneumocócica 23-valente: uma dose é suficiente paraproteção. Para a pessoas a partir de 60 anos a revacinação é indicada uma vez,sendo realizada 5 anos após a dose inicial.
• Pneumocócica 13-valente: indicada para indivíduos a partirde 5 anos, incluindo adultos que são soropositivos (HIV/Aids), pacienteoncológico, transplantados de órgãos sólidos e transplantados de células-troncohematopoiéticas.
• Meningocócica C: primeira dose aos 3 meses de idade,segunda aos 5 meses e reforço ao primeiro ano.
• Meningocócica ACWY: recomendada para crianças de 3, 5 e 7meses de vida. Com dose de reforço indicadas em duas situações, sendo aprimeira entre 4 e 6 anos, e aos 11 anos.
Além da imunização, é possível evitar o contágio através demedidas simples de higiene, como lavar as mãos com frequência, usar máscaras deproteção, evitar aglomerações e ambientes com pouca ventilação.
Por: Pró-Saúde.
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