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Uso do nióbio no setor automotivo: da leveza à sustentabilidade

Uso do nióbio no setor automotivo: da leveza à sustentabilidade

25/04/2023 10h00
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O metal de alta resistência e condutividade estámajoritariamente presente em reservas brasileiras e pode ser utilizado emdiversas partes dos veículos, contribuindo para que eles se tornem maiseconômicos e menos poluentes

Conhecido popularmente como um ingrediente coringa nacomposição de automóveis, o nióbio é um metal de alta resistência econdutividade, capaz de otimizar as propriedades de diferentes materiais,tornando-os mais eficientes para conduzir correntes elétricas e resistir àcorrosão, por exemplo. Descoberto em 1801 pelo químico inglês Charles Hatchett,o nióbio é extraído, principalmente, do mineral columbita tantalita, encontradoem grandes proporções no Brasil, país que detém 49,4% das reservas mundiais dominério, segundo o relatório do Governo Federal brasileiro.

A alta produção de nióbio no Brasil faz com que o paíslidere também o ranking de iniciativas inovadoras envolvendo o metal, comodestaca Paulo Haddad, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da CompanhiaBrasileira de Metalurgia e Mineração — CBMM. “É importante reforçar que onióbio não é raro. Além do que temos no Brasil, existem mais de 85 depósitos deminérios que podem servir como base para a produção do nióbio ao redor domundo. O diferencial do nosso país está, portanto, no pioneirismo de empresasbrasileiras como a CBMM, que investe há mais de seis décadas no desenvolvimentode tecnologias e aplicações para os produtos de Nióbio nos mais diversossegmentos, como energia, automobilismo, infraestrutura, aeroespacial e saúde”,pontua Haddad

Consoantemente ao que ressalta o Gerente de Desenvolvimentode Mercado da Companhia, no mercado automotivo, o potencial do nióbio estáatrelado a suprir demandas de curto e longo prazo, como atribuir mais levezaaos automóveis e permitir que eles funcionem de modo mais sustentável.


Leveza, resistência e menos gasto com combustível

No panorama atual em que as altas taxas de juros e osconflitos geopolíticos têm afetado o preço dos combustíveis, em especial dagasolina, montadoras de automóveis olham com mais interesse para o potencial donióbio em permitir que os metais que integram o chassi dos automóveis ganhemmais leveza — além de mais resistência à corrosão, ao calor e ao desgaste — e,desse modo, os veículos consumam menos combustível pelo fator do ‘peso’, comodestaca o metalurgista e Presidente Executivo da Associação Brasileira deMetalurgia, Materiais e Mineração, Horacídio Leal.

“Quando o nióbio é utilizado como componente de um chassi,ele permite que o veículo tenha alta resistência e, consequentemente, uma maiordurabilidade, sem que, para isso, a montadora precise inserir materiais pesadosà composição. Essa leveza chega a diminuir até 20% do peso e contribui para queo gasto com combustível se torne menor. Desse modo, a própria montadora podevender os veículos como mais econômicos, o que representa um grande atrativopara consumidores que estão em busca de reduzir gastos a longo prazo”, pontuaLeal.


Nióbio e o futuro da indústria automobilística sustentável

Além do potencial de gerar mais economia para os bolsos dosbrasileiros, o nióbio também representa uma oportunidade de tornar a indústriaautomotiva mundial mais sustentável, tendo em vista que a alta condutividade dometal permite que ele seja empregado em baterias de veículos elétricos dos maisdiversos portes.

Com um carregamento ultrarrápido — entre 6 e 10 minutos — eum longo período de vida útil, o lançamento da bateria automotiva de nióbio éuma inovação brasileira coordenada pela CBMM e que tem sido testada em largaescala para permitir que, em breve, o público nacional tenha acesso facilitadoa veículos de funcionamento menos agressivo ao meio ambiente.

“A CBMM conta com diversas parcerias para inovar no mercadoautomotivo. Um exemplo é o projeto, apoiado no Programa Rota 2030, em parceriacom a ArcelorMittal, a Stellantis e o CIT SENAI. O projeto visa odesenvolvimento de tecnologias para carros mais leves e energeticamente maiseficientes, através da utilização de aço microligado ao Nióbio nos painéisexternos dos veículos, com o objetivo de obter carros com melhor desempenho eeficiência energética. As empresas esperam, ao final do projeto, consolidar nomercado um produto nobre 100% brasileiro, que fortaleça todo o parqueindustrial nacional”, explica Paulo Haddad.

Por: Milena Almeida.

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