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Alerta Grave: Aplicativo Discord e o risco nas redes que ronda crianças e jovens

Alerta Grave: Aplicativo Discord e o risco nas redes que ronda crianças e jovens

02/05/2023 12h03 Atualizada há 3 anos atrás
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Alerta Grave: Aplicativo Discord e o risco nas redes que ronda crianças e jovens

O “Fantástico” desta semana trouxe à tona os acessos viraisde um aplicativo que suscita riscos graves para a saúde física e mental denossos jovens e crianças: Discord.

Os acessos viraram uma “Trend” e a reportagem especial dodominical da Rede Global, investiga os perigos por trás desse aplicativo demensagens que se tornou muito popular entre os jovens. Em conversas no Discord,menores de idade são expostos a situações de importunação sexual, incentivo àautomutilação e crueldade contra animais.

Mas o que está por trás dessas tendências e buscas viraispor este tipo de aplicativo extremamente perigoso? Porque situações destrutivase que suscitam riscos á saúde física e emocional, podem viralizar entre nossascrianças e adolescentes? Qual o gatilho motivador faz com que eles busquemacompanhar e fazer parte destes aplicativos?

Psicanaliticamente falando, devemos lembrar que o ser humanopossui o desejo inerente do pertencimento. Uma necessidade de pertencer aalguma tribo ou a algum grupo. Esses jovens e crianças ainda estão passandopelo processo de construção de sua personalidade e tendem a ter mais afloradoesse desejo de fazer parte de algum tipo de “comunidade”.

Motivo pelo qual, os pais ou responsáveis devem manter umarotina de diálogo, uma comunicação aberta, uma escuta ativa, além da aberturada possibilidade e flexibilização para que os filhos possam externar seussentimentos e suas emoções. Sem dúvida alguma, através do diálogo é possívelinvestigar qual a motivação leva esse indivíduo a se aventurar por açõescoletivas duvidosas, viralizadas nas redes sociais.

Um outro aspecto, muito importante, tem chamado a atenção jáhá algum tempo: a busca pela popularidade. Ser popular, ter a atenção de todos,ser querido, ser o “bom” ou a “boa”, ou mesmo ser notado. Um tipo decomportamento que denuncia sinais de autoestima baixa, complexo deinferioridade ou fobia e neurose relacionados à rejeição.

E ainda podemos levantar mais alguns questionamentosrelacionados à motivação: será que esse indivíduo não está buscando ser notado,por não estar sendo visto ou acompanhado em casa? Precisa chamar a atenção deseu entorno pela impossibilidade de se expressar e ser compreendido por todos?

A subjetividade mostra que muitas são as perguntas ediversas podem ser as respostas. Mas, não podemos fechar os olhos ao que temsido ofertado aos jovens. Pois, visto toda a urgência e velocidade tecnológicaque estamos vivenciando nos últimos anos, existe uma necessidade iminente dospais estarem atentos ao que é consumido pelos filhos nas redes sociais.

Estão se alimentando de que tipo de conteúdo? Estão gastandotempo e energia com que tipo de informação? Esse controle mais presente,recheado de diálogo e informação e sem imposições, é fundamental para que nãosejam influenciados por ações destrutivas que possam afetar seu equilíbrio físicoe emocional.

Por fim, o âmbito familiar é a base de construção docaráter, da personalidade, dos valores e do comportamental de nossosadolescentes. É preciso muita atenção com o que permitimos de acesso por nossosfilhos.

Os perigos fazem parte da vida e a sabedoria está emfortalecer a comunicação, a educação e a formação do caráter e do estadoemocional desse indivíduo que, muitas vezes clama por socorro, pede limites eacena por atenção e pela possibilidade de poder posicionar sua voz em muitosmomentos.

Basta que estejamos dispostos a ouvir e atender aos apelossilenciosos. Desta forma, podemos evitar a proliferação de um exército deadolescentes perdidos e sem foco, afundados em abusos e excessos, consumidosatravés das redes sociais.                                       

 Por: Dra. Andréa Ladislau/ Psicanalista.

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