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Atendimentos por explosão de bomba sobem no período junino no Hospital Geral do Estado

Atendimentos por explosão de bomba sobem no período junino no Hospital Geral do Estado

05/06/2023 08h06 Atualizada há 3 anos atrás
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Atendimentos por explosão de bomba sobem no período junino no Hospital Geral do Estado

O mês de junho chegou e muita gente já está com a cabeça noSão João. A festa popular é sinônimo de música, cultura e gastronomia típicas,e também muita alegria. No entanto, é também de um grande volume deatendimentos em unidades de saúde por conta de acidentes com fogos deartifício, muitos deles graves.

“Nós temos consciência desse aumento na demanda e, por isso,reforçamos nossas equipes para o atendimento aos baianos no mês de junho paracasos de explosão e queimaduras. Sabemos da questão cultural do nosso povo, masnão podemos deixar de alertar sobre os perigos no manuseio de fogos de artifícioe dos danos que os acidentes causam”, analisa a secretária da Saúde do EstadoRoberta Santana.

No ano passado, foram 110 atendimentos por explosão combomba, sendo 57 no mês de junho (51,81%). Já em 2023, até o final de maio,foram apenas 12 atendimentos pelo mesmo tipo de ocorrência.

Um fator que pode ter contribuído para a redução naquantidade de casos de atendimento é a decisão do Supremo Tribunal Federal(STF) de 2019 que reafirmou a proibição da guerra de espadas. Em 2018, haviamsido 130 atendimentos, com 73 (56,15%) em junho. No ano seguinte, o número caiupara 79, com 49 atendidos em junho. A proporção no mês é semelhante a 2018:59,49%.

“Temos uma equipe multiprofissional de prontidão. É a rotinada gente. São mais de 400 cirurgias de mão por mês, um dos maiores índices dopaís e, em junho, são somados mais casos relacionados a fogos de artifício. Étriste porque tem muita criança exposta”, avalia o médico-cirurgião MariusWert, coordenador do Serviço de Cirurgia de Mão do HGE.

A média anual de atendimentos, que chegou a ser de 14pessoas/mês, em 2014, se manteve estável em 6 por mês entre 2019 e 2021,voltando a crescer em 2022, com 9 atendimentos por mês. Já em todo o Estado daBahia, nos últimos cinco anos, foram 464 internações – casos mais graves –devido a explosões com bomba. O mês junho responde por 26,1% dessasinternações.

 

Santo Antônio de Jesus

No Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ),outra unidade estadual de referência nos atendimentos relacionados a fogos deartifício, o São João também registra um alto número de ocorrências. Entre 2013e 2020, no período entre 20 e 25 de junho, a média é 14 atendimentos porqueimaduras relacionadas a fogos de artifício (em 2018, os números para a médiaforam registrados somente entre os dias 22 e 25). Em 2021, entre 20 e 29 dejunho, foram 10 ocorrências e, no ano passado, entre 20 e 30 de junho,ocorreram 19 registros. Na última década, a média anual de registros dequeimaduras relacionadas a fogos de artifício no HRSAJ é de 218ocorrências. 

 

Queimados

O número de atendimentos de queimados no HGE no mês de junhonos últimos 10 anos também é acima da média anual. As exceções são apenas osanos em que não houve festa junina pública, por conta da pandemia: 2020 e 2021.O ano de 2019 é o recordista de atendimentos, 207 dos 1.951 totais, ou seja,10,6%. A percentagem é a mesma de 2014, quando 177 dos 1.655 atendimentos porqueimaduras no hospital aconteceram no mês de junho.

“Possuímos equipe multiprofissional especializada disponível24 horas por dia, 7 dias por semana e treinada especificamente para otratamento de queimaduras. O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do HGEestá preparado para atender casos de acidentes durante o São João,especialmente relacionados a queimaduras causadas por fogos, assim como deoutras causas”, afirma o cirurgião plástico Marcos Barroso, coordenador do CTQ.

Na média mensal de atendimentos, 2019 também se destaca, com163 pessoas atendidas em média/mês, seguido por 2014 (161 atendimentos emmédia/mês) e 2018 (158). O ano de 2020, no levantamento histórico, é o períodocom menor média. Foram 128 atendimentos em média/mês. O total foi de 1.535pessoas com queimaduras, sendo 97 no mês de junho (6,3% do total).

Em 2022, o HGE recebeu 1.756 pessoas com queimaduras, sendo151 delas em junho (8,6%). Neste ano, até o final de maio, foram 673ocorrências por queimadura na unidade de saúde.

“Nossa reputação como um dos melhores CTQs do Brasil é umreflexo do compromisso com a excelência no tratamento de queimaduras e napromoção da saúde. Estamos preparados para atender qualquer demanda dapopulação neste mês de festividades juninas”, garante Barroso.

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