Bahia Agora

Agora obrigatório, ecocardiograma fetal já é realizado na Bahia gratuitamente há quase um ano

Agora obrigatório, ecocardiograma fetal já é realizado na Bahia gratuitamente há quase um ano

28/06/2023 08h21 Atualizada há 3 anos atrás
Por:
Agora obrigatório, ecocardiograma fetal já é realizado na Bahia gratuitamente há quase um ano

No último dia 15, o presidente da República Luiz Inácio Lulada Silva sancionou a Lei 14.598/23, que determina que as unidades de saúde doSistema Único de Saúde (SUS) incorporem o ecocardiograma fetal no protocolo deassistências às gestantes. Na Maternidade Maria da Conceição de Jesus (MMCJ),em Coutos, o Projeto Tum Tum, iniciado há 10 meses, já realizou o exame em maisde mil gestantes de todo o Estado de forma gratuita.

“O Projeto Tum Tum mostra que, na Bahia, a gente antecipa aassistência às gestantes e aos bebês. Entendemos que esse cuidado é prioritárioe o ecocardiograma fetal, e também o pediátrico, contribui para a aceleração naassistência adequada aos bebês”, afirma a secretária da Saúde do Estado RobertaSantana.

O diagnóstico com antecedência ainda reduz custos commedicações de alto valor necessárias para os recém-nascidos no pré-operatórioe, com o encaminhamento para unidades de referência em cirurgia, como oshospitais Ana Nery e Martagão Gesteira, acelera a liberação de leitos de UTI daMMCJ para bebês com outras patologias.

“Quanto mais cedo são tratados esses bebês, menor é aprobabilidade deles apresentarem sequelas e patologias crônicas devido à demorapara uma solução definitiva ”, explica Amado Nizarala, diretor da MMCJ. “OProjeto Tum Tum tem sido um profundo sucesso. É uma ação absolutamentegratuita, num serviço organizado, de altíssima qualidade e que nada deve aospouquíssimos serviços particulares ofertados na Bahia”.

Em 10 meses, foram 1.023 ecocardiogramas fetais e 976ecocardiogramas pediátricos, totalizando quase dois mil exames.  Mais de 50 fetos tiveram patologias cardíacasdetectadas. O ecocardiograma fetal é indicado para gestantes diabéticas, emidade mais avançada, que tenham antecedente familiar de patologias congênitascardíacas e que já tenham tido um filho anterior com patologia congênitacardíaca também, além dos recém-nascidos com diagnóstico provável decardiopatias.

“A Sesab está de parabéns pela iniciativa. Já nesse períodode 10 meses, podemos comprovar que é um serviço que diz a que veio e que estámostrando resultados extremamente positivos para nossa população”, atestaNizarala.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários