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Como preparar vasos e floreiras para plantar espécies em casa

Como preparar vasos e floreiras para plantar espécies em casa

11/07/2023 09h49 Atualizada há 3 anos atrás
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À frente da Praça do Polinizador, na 36º CASACOR São Paulo,o paisagista Luciano Zanardo compartilha sua experiência e dicas sobre comocultivou as espécies presentes em mais uma participação que realiza na maiormostra, em São Paulo

Trazer um pouco da natureza para a casa é sempre uma boapedida. Seja em vasos ou floreiras, ambientes como salas, varandas, jardinsinternos ou externos e até mesmo dormitórios ficam sempre mais alegres ebonitos com a presença do natural. Com uma infinidade de espécies disponíveispara a escolha, há sempre a planta ideal para o estilo e condições climáticasque o ambiente possui. Porém, mais do que regar a planta e garantir que ela nãodesfaleça por estar longe do sol, alguns cuidados são necessários desde antesdo plantio.

“Preparar vasos e floreiras de maneira adequada é essencialpara garantir um ambiente ideal ao crescimento saudável das plantas. Essecuidado inicial é fundamental para estabelecer as condições ideais de drenagem,nutrientes e espaço para o desenvolvimento das raízes”, explica o paisagistaLuciano Zanardo, do escritório Zanardo Paisagismo. Assinando a Praça doPolinizador, na 36ª edição de CASACOR São Paulo, o especialista trazorientações e dicas valiosas que, quando seguidas corretamente, permitem que flores,folhagens, ervas ou vegetais prosperem de maneira exuberante e vibrante.Confira!


O vaso certo 

O primeiro passo para a escolha do vaso ideal é pensar nodesenvolvimento da planta nos próximos meses e até mesmo ao longo dos anos. Éuma planta que vai crescer muito? Então opte por um vaso com o diâmetro maior!“A minha principal orientação é que os vasos sejam escolhidos de acordo com odesenvolvimento da planta. Plantas frutíferas, palmeiras e ornamentais de médioporte podem ser colocadas em vasos grandes, pois assim já estamos prevendo odesenvolvimento da espécie. O pensamento é o mesmo para plantas menores, masnesses casos, modelos menores dão conta do recado”, orienta Zanardo.

Outra recomendação do paisagista é realizar uma pesquisarápida sobre o porte do cultivo escolhido antes de decidir o diâmetro e aaltura do vaso. Folhagens grandes, plantas com raízes longas ou frutíferaspedem vasos com, no mínimo, 20 litros. Já as tipologias de temperos e ervas,ideais para quem está começando a se aventurar nesse mundo da jardinagem, podemser cultivados em recipientes pequenos, desde que haja cerca de 15 cm deprofundidade.

Após a escolha do tamanho, é imprescindível verificar se ovaso possui furos para permitir que o excesso de água escoe. “Caso não haja, énecessário fazê-los. Desta forma, a água não fica acumulada no fundo e asraízes da planta não correm risco de apodrecer”, destaca o paisagista.


Montando o vaso

A montagem do vaso ou floreira influencia diretamente nodesenvolvimento da planta: por isso, seguir algumas etapas é fundamental. Oprimeiro passo é lavar o recipiente com água e sabão e, após a higienização,secá-lo bem. Em seguida, uma camada de 5 cm de argila expandida é acompanhadapela manta bidim. Com essa camada de drenagem, assegura-se que as raízes daplanta não deteriorem e que o solo não se compactará em torrões.


Substratos

Após a camada de drenagem, deposite o substrato ou terraadubada. Com diferentes tipos de substrato disponíveis para a compra, entenderas suas particularidades é fundamental para o sucesso da plantação. Confira osprincipais tipos e suas indicações de acordo com a experiência de LucianoZanardo:

- Terra vegetal: É um dos substratos que se adequam com maisnaturalidade à maioria das plantas. Feito a partir da mistura de terra comum,terra vegetal e composto natural, como o húmus, é conhecido também como “terrapronta” e pode ser facilmente encontrado para compra em lojas especializadas;

- Areia: Composto por areia de construção, terra comum eterra vegetal, é um excelente substrato para suculentas e cactos, uma vez queessas plantas precisam de um material permeável, devido à baixa concentração deágua;

- Fibra de coco: tem como principal função a retenção deágua, servindo também para a ramificação das raízes, aeração da terra emanutenção do PH sempre neutro;

- Casca de pinus: indicado especialmente para o cultivo deorquídeas, esse substrato permite a retenção de água e a rápida troca gasosa.“O interessante é que esse material promove uma espécie de uma simulação doambiente natural da planta e auxilia o seu desenvolvimento em vasos e outrosespaços de casa”, destaca o paisagista;

- Turfa: visto com frequência em regiões pantanosas, é ricoem nutrientes, auxilia a reter o líquido das plantas e é indicado especialmentepara as samambaias;

- Húmus: produzido a partir da decomposição demicrorganismos pelas minhocas, libera nutrientes para as plantas e é comumenteempregado por conta da sua função de preparador do solo.


Coloque a muda

Com o vaso pronto para receber a planta, posicione-a comcuidado para não desmanchar o torrão – o ideal é que o topo do torrão fiqueaproximadamente 1 cm abaixo da borda do vaso e em seguida, complete o espaçoque sobrou com terra. “Lembre-se também de se certificar que a muda está bemfirme”, pontua Luciano.

Faça uma primeira rega generosa, molhando a planta até que aágua escoe pelos furos do vaso. Após a terra se acomodar, verifique se não seránecessário completá-la com mais terra até alcançar borda do vaso. Apósfinalizar a plantação, chega a hora do acabamento. O especialista indica cascasde pinus ou seixos que, além de resultarem em um belíssimo visual, evita acompactação da terra e auxilia a manter a umidade, principalmente em regiõesquentes.

Por: Luciano Zanardo.

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