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Movimento realiza pedido de registro do Hip Hop como Patrimônio Cultural do Brasil

Movimento realiza pedido de registro do Hip Hop como Patrimônio Cultural do Brasil

18/07/2023 07h52 Atualizada há 3 anos atrás
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Movimento realiza pedido de registro do Hip Hop como Patrimônio Cultural do Brasil

A Construção Nacional da Cultura Hip Hop, que reúnerepresentantes do movimento de todo o Brasil, formalizou nesta segunda-feira(17/7) o pedido de registro do Hip Hop Brasileiro como Patrimônio Cultural doBrasil. Em marcha, o movimento partiu da praça Zumbi dos Palmares, em frente aoConic, percorrendo as ruas de Brasília (DF), com direção à sede do Instituto doPatrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), onde foi recebido pelopresidente do Instituto, Leandro Grass. Durante a caminhada e em frente aoIphan, houve batalha de rimas, apresentação de breakingdance e grafitagem depainéis, três das principais manifestações da cultura Hip Hop.

“Em cinco meses, a gente construiu 2.033 páginas de uminventário participativo. Todo o Brasil Hip Hop veio somar. A gente tinha ointuito de preservar a nossa cultura, reconhecer a nossa cultura, garantir quea nossa cultura pudesse exercer toda a arte que pulsa livre, que desse vez nóspudéssemos iniciar mais 50 anos livre”, declarou a facilitadora da ConstruçãoNacional do Hip, Cláudia Maciel. “Cada estado juntou seus grupos de trabalho, eessa galera devolveu essas 2.033 páginas entregues. Hip Hop são 40 anos noBrasil e 50 anos para o mundo. Todos os estados e mais o Distrito Federalfizeram uma força-tarefa.”

Durante o evento, estiveram presentes, além dosrepresentantes do Hip Hop, autoridades dos poderes Executivo e Legislativofederal e distrital, servidores e o diretor do Departamento do Patrimônio Imaterial(DPI), Deyvesson Gusmão, que acompanharam a entrega do dossiê em mãos aopresidente do Instituto, Leandro Grass.

“A conexão do Hip Hop é tudo o que representa aancestralidade do povo preto brasileiro, apontando para o futuro. É sobre opassado, é sobre o presente, mas é sobre o futuro”, avaliou o presidente doIphan, Leandro Grass. “O que este processo tem proporcionado do ponto de vistada comunicação, de recuperação dos valores culturais do nosso País, derecuperação da memória, da herança do povo africano do nosso país, mas, acimade tudo, da promoção da vida, da juventude do nosso país, é algoextraordinário. O hip hop é o País dando certo!”.


Dossiê Hip Hop

O dossiê contém um capítulo sobre o Hip Hop para cada estadobrasileiro. Em São Paulo (SP), por exemplo, há a menção à esquina das ruas DomJosé de Barros e Vinte e Quatro de Maio, onde uma placa sinaliza que aquelelocal é o “Marco Zero da Cultura Hip Hop”, ponto de encontro e popularização dadança de rua. Já na capital Manaus (AM), 1984 é considerado o ano de início doHip Hop, por meio da chegada de filmes de breakingdance e graças à Zona Francade Manaus, na qual havia intenso comércio de produtos associados ao Hip Hop,como roupas, tênis, fitas de vídeo e fitas k-7.

O pedido de registro entregue ao Iphan será analisado pelocorpo técnico da instituição e depois terá sua pertinência preliminar avaliadapela Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial. Caso se considere pertinente, oprocesso segue para a etapa de documentação e pesquisa sobre o bem cultural.Finalizada essa etapa, o pedido é então avaliado novamente pelos técnicos doinstituto, que vão emitir um parecer final e encaminhar o processo de registropara o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. É essa instância, compostapor especialistas no campo do patrimônio, que possui a decisão final sobre oregistro de um bem cultural imaterial.

Foto: Mariana Alves.

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