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6 sintomas que não são normais na gravidez

6 sintomas que não são normais na gravidez

15/08/2023 05h00
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6 sintomas que não são normais na gravidez

Se enjoos e vômitos estiverem intensos, instala-se um quadrode hiperêmese gravídica, havendo perda de peso e desidratação

Em 15 de agosto é celebrado o Dia Nacional da Gestante, umadata dedicada aos cuidados com a gestação e com as diversas transformações queocorrem no corpo da mulher.

De acordo com a Federação Brasileira das Associações deGinecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), praticamente 100% das gestantesapresentam de 2 a 3 sintomas em algum momento da gravidez, como sonolência,náuseas, vômitos, inchaço, pequenos corrimentos e sangramentos, entre outros.

“No entanto, estes sintomas deixam de ser consideradoscomuns quando se tornam intensos, constantes e comprometem a saúde do bebê e dafutura mãe, demandando avaliação médica urgente”, alerta Carlos Moraes.


Abaixo, o médico cita alguns exemplos que não podem sernegligenciados:


- Náuseas e vômitos em excesso

Segundo a FEBRASGO, cerca de 70 a 80% das gestantesapresentam náuseas ou a associação de náuseas e vômitos matinais,principalmente no primeiro trimestre de gravidez. “Isso é um sinal de que ocorpo está produzindo altos níveis de hormônios, essenciais para a manutençãoda gestação”.

Mas, se os enjoos e vômitos estiverem intensos eincontroláveis, instala-se um quadro de hiperêmese gravídica, que acomete até2% das gestações. Nesta condição, há perda de peso (mais de 5% do peso corporalpré-gestacional), desidratação e desequilíbrios hidroeletrolíticos emetabólicos.

“Como a grávida não consegue se alimentar e nem ingerirlíquidos, sua saúde fica comprometida, e o bebê, que depende dos nutrientes damãe, não se desenvolve. Daí a necessidade de internação hospitalar, cujotratamento consiste na administração intravenosa de líquidos antieméticos, senecessário, bem como de vitaminas e reposição de eletrólitos”, explica CarlosMoraes.


- Corrimento anormal

Ter corrimento vaginal na gravidez não indica,necessariamente, uma possível doença ou infecção. Até porque é comum a gestanteapresentar um leve corrimento fisiológico. Neste caso, ele costuma ser claro,de pequeno volume, sem cheiro e coceira.

Entretanto, se o corrimento vier em grande quantidade, tiveruma coloração amarelada, esverdeada ou acinzentada, provocar coceira, cheiroforte, dor ou queimação ao urinar, pode ser sinal de vaginose ou até algum tipode infecção sexualmente transmissível. “São condições perigosas na gravidez eque requerem tratamento medicamentoso”. 


- Sangramentos atípicos

No início da gestação, é comum ter pequenas perdas de sanguepela vagina, sem outros sintomas associados. Isso pode ser, inclusive, sinal denidação, quando há fixação do óvulo fecundado na parede do útero.

Porém, algumas características do sangramento vaginal podemindicar complicações, como volume e persistência; presença de coágulos; sanguecom dor abdominal ou pélvica; sangue com contrações uterinas frequentes eintensas; sangue com queda da pressão arterial, e nas mulheres que já tiveramaborto espontâneo.

Segundo Carlos Moraes, no começo da gestação, ossangramentos acompanhados de cólica podem significar abortamento ou gravidezectópica. Já no final da gravidez, podem indicar possível parto prematuro,placenta prévia, descolamento prematuro da placenta ou ruptura uterina.

“Vale alertar que mesmo sem as características citadas,qualquer sangramento deve ser reportado ao seu médico. Ainda que pareçainofensivo, não significa que ele não possa oferecer riscos à gravidez”, frisao ginecologista obstetra.  


- Vista embaçada e pressão alta

A pré-eclâmpsia pode surgir na segunda metade da gestação,normalmente, após 20 semanas de gravidez. Segundo dados de um recente estudoamericano publicado no periódico UpToDate, a pré-eclâmpsia ocorre em 5% a 10%das gestações, sendo que 75% dos casos são leves e 25% são graves.

Hipertensão arterial após a 20ª semana de gestação; visãoembaçada ou dupla; dor abdominal e de cabeça; e perda de proteínas (notada noaumento de espumação da urina) são alguns dos indícios de pré-eclâmpsia. 


- Dor ao urinar

De acordo com uma pesquisa do American College ofObstetricians and Gynecologists (ACOG), a cistite acomete cerca de 2% dasmulheres grávidas, e está associada a um maior risco de infecção dos rins(pielonefrite) da mãe, além de nascimento prematuro, baixo peso do feto eaumento da mortalidade perinatal.

“Qualquer tipo de incômodo na região genital que surja aourinar (dor, ardência, queimação, pontadas) deve ser comunicado ao obstetra”,orienta Carlos Moraes.


- Inchaço nas pernas

A maioria das gestantes desenvolve algum grau de edema naspernas no 3º trimestre de gravidez, devido à retenção de líquidos, que ébastante comum no período. No entanto, edemas nos membros inferiores requeremuma atenção importante, em especial, o chamado “edema assimétrico”, quando umaperna começa a inchar mais do que a outra.

“Isso porque a gravidez aumenta o risco de trombose venosaprofunda (TVP), e um edema assimétrico pode ser o primeiro sinal de que umaveia da perna está sendo obstruída por um trombo (coágulo). A trombose dosmembros inferiores é um quadro perigoso, já que ela é o principal fator derisco para a embolia pulmonar”, revela o especialista.

Além do inchaço assimétrico, outros sinais de TVP do membroinferior são a vermelhidão local, dor, aumento da temperatura da pernaacometida e um inchaço “endurecido” ao redor da área trombosada.

“Vale reforçar a importância de seguir à risca o pré-natal,tirar todas as dúvidas e coletar o máximo de informações possíveis. Destaforma, você conseguirá identificar precocemente uma possível alteração e buscarajuda médica com mais agilidade, garantindo maior segurança para você e seubebê”, finaliza Carlos Moraes.

Por: Flávia Vargas Ghiurghi.

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