A diretora geral da Funceb, PitiCanella, destacou a importância de fortalecer a cultura popular e de retomar ostradicionais cortejos no Centro Histórico, como forma de manter viva a culturapopular. “A Bahia é um estado tão grande quanto alguns países da Europa, e agente tem 27 territórios de identidade. Então celebrar, fazer parte da educaçãodessas crianças, que estão aqui na escola de dança, é uma forma de saudar essamemória, essa cultura tão presente no nosso dia a dia, e sem esquecermos dopassado, dessas histórias, reviver tudo isso no contexto artístico”, enfatiza adiretora.
Piti comemora ainda a retomada doevento, que aconteceu pela última vez em 2018. “O que a gente quer fazer agoraé fazer uma retomada geral da cultura do país. Depois de seis anos com acultura sofrendo, a gente quer aproveitar a alegria das crianças e celebrar umpouco com elas, reviver e mostrar que a vida pode ser alegre, festejada com oque a gente já tem, com o que somos e de onde vier”, completa, Piti Canella.
Este ano, Lisset Neres, 8 anos,ingressou como aluna de dança na Funceb, e participa de aulas de balé e dedanças criativas, além de hip hop, capoeira, dança moderna e regional.Emocionada com sua primeira apresentação aberta ao público, Lisset diz como sesente. “Eu fico muito feliz de saber que eu estou em um lugar que tem bastantecultura, que é o Pelourinho. E saber que eu estudo aqui me deixa muitorealizada”, conta a aluna.
A coordenadora do CursoPreparatório da Escola de Dança da Funceb, Rose Bárbara, explicou que o tema doprojeto foi inspirado na mostra Sob o Sol da Liberdade, apresentada no TCA, em2022, sob direção de Márcio Fidelis e Eduardo Hunter, e que a adaptação para ocortejo considerou o perfil dos alunos. “O cortejo, que já tem uma longahistória na Funceb, foi pensado na faixa etária das crianças, que é de cinco a10 anos e de 11 a 17 anos. Adaptamos as apresentações para essa caminhada pelasruas do Pelourinho”.
Rose Bárbara destacou ainda arelevância de apresentar o cortejo nas ruas do Centro Histórico e de como aexperiência colabora para o conhecimento dos estudantes dos cursos da Funceb,promovendo o intercâmbio e reafirmando o compromisso da Fundação com osmovimentos culturais locais. “Vivenciar esse espaço aberto é muito importantepara o aluno, porque uma coisa é dançar na sala de aula, outra coisa é dançardentro do teatro, outra coisa é você dançar para o público em um evento degrande esfera, que envolve toda a comunidade local, além de turistas. É uma experiênciapara aquelas crianças que têm o desejo de seguir na carreira artística”,explica Rose Bárbara.
Aluna do curso Preparatório emDança, desde os cinco anos de idade, Émile Daiana, hoje aos 17 anos, está a umpasso de formar-se em dança. A aluna desfila na ala das Molduras, no CortejoSob Sol da Liberdade e fala sobre as contribuições que essas ações culturaistrazem para sua formação. “Esses eventos agregam ainda mais aos nossosconhecimentos e demonstra a cultura popular, a dança para os povos. O Cortejoajuda a diminuir o preconceito com a dança africana, por exemplo”, disse Émile.
Foto: Feijão Almeida.
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