A ampliação dos serviços de atenção domiciliar, conhecidopopularmente como home care, e a implantação da oxigenoterapia domiciliarprolongada, ambos disponíveis nos 417 municípios, tem contribuído paraliberação mais célere de leitos hospitalares. Atualmente, 1.078 pacientesencontram-se assistidos em domicílio em 234 municípios, bem como 2.228pacientes estão em casa utilizando o serviço de oxigenoterapia ofertado peloGoverno do Estado.
A superintendente de Gestão dos Sistemas de Regulação daAtenção à Saúde, Mônica Hupsel, aponta que meta desse mutirão é reduzir em até50% a demanda de solicitações de ortopedia e neurocirurgia. “Com a presença dosdiretores médicos e gerais dos maiores hospitais estaduais, conseguimos,simultaneamente, integrar as equipes e ampliar a resolutividade. No dia a diajá regulamos 50,1% dos pacientes em até 24 horas e 80% em até 72 horas.Situações específicas, como a neurocirurgia, cujo número de especialistas éreduzido tanto na rede pública quanto na privada, o tempo de permanência podesuperar as 72 horas”, explica a superintendente.
Na avaliação da diretora-geral do Hospital Geral CléristonAndrade (HGCA), Cristiana França, o mutirão é importante para aproximar asequipes que estão na ponta e os médicos da Central. “No último mutirão ocorridoantes do São João, recebemos 72 pacientes que necessitavam de neurocirurgia,endoscopia digestiva, colonoscopia, CPRE, cirurgia vascular e ortopedia. A metada equipe do HGCA é sempre se superar”, afirma França.
O diretor-geral do Hospital Geral do Estado (HGE), MárcioFonseca, relata que somente este ano, o HGE recebeu 6.475 pacientestransferidos pela Central Estadual de Regulação, sendo o maior dentre todas asunidades. “Nesse mutirão já autorizamos a admissão de pacientes com perfil detrauma raquimedular, ortopédico e bucomaxilo”, destaca Fonseca.
Para a diretora-geral do Hospital Geral Roberto Santos(HGRS), Lucrécia Savernini, “um dos pontos positivos do mutirão é fortalecer oexercício da empatia e compaixão pelo outro. Sabemos que mesmo diante daslimitações, é possível fazer sempre um pouco mais, pois o paciente precisa decuidados e as equipes nos hospitais e na Central trabalham incessantemente paraprover isso”, ressalta Savernini.
Causas
Cerca de 40% das solicitações atendidas pelos médicos daCentral Estadual de Regulação em 2023 foram de pacientes com problemasvasculares, ortopédicos e de clínica médica. A combinação da baixaresolutividade e cobertura na Atenção Primária em alguns municípios, sobretudoos maiores, fazem com que as pessoas não se previnam ou não se tratemadequadamente nos estágios iniciais das doenças, a exemplo da diabetes.
“Como consequência, os problemas vasculares com indicação derevascularização e amputação de membros são recorrentes. O mesmo acontece comos acidentes automobilísticos, em especial, com motociclistas. Cerca de 60% dasUTIs estaduais são ocupadas com pacientes politraumatizados. Por fim, pacientesque poderiam ser atendidos em unidades municipais para uso de antibióticoapenas e outras situações de menor complexidade, são inseridos no sistema etransferidos para unidades estaduais que poderiam estar dedicadas a pacientesgraves”, afirma a secretária.
Eleições Rui diz que Bahia não pode perder oportunidade de seguir de mãos dadas com Lula
Bahia Jerônimo é aprovado por 57% dos baianos, diz Quaest
Bahia Jerônimo dispara e deixa rivais na poeira
Bahia Jerônimo turbina plano “Bahia pela paz”
Eleições Jerônimo bate 51% e cala oposição
Debates Neto se enrola e Jerônimo mostra obras Mín. 23° Máx. 34°
Mín. 20° Máx. 34°
Tempo nubladoMín. 18° Máx. 33°
Tempo nublado