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Estudante lança campanha por maior tempo de licença-maternidade para universitárias

Estudante lança campanha por maior tempo de licença-maternidade para universitárias

25/09/2023 09h46 Atualizada há 3 anos atrás
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Estudante lança campanha por maior tempo de licença-maternidade para universitárias

Giovanna começou a mobilização por causa de situações queenfrentou na gravidez e após o nascimento da filha; ela também pensa nas outrasestudantes que passam pelo mesmo

"Creio que o tempo de licença para as mães estudantes émuito pouco, ainda mais se for uma mãe solo, que é o caso de diversas meninaspelo Brasil", aponta a estudante Giovanna Santana em um abaixo-assinadoque criou para solicitar um prazo maior de exercícios domiciliares e aulas adistância a universitárias que estão gestantes ou na fase de puerpério.

Aos 26 anos, Giovanna teve sua primeira filha. Devido aocorrências no parto e pós-parto, a estudante entrou com um requerimento nauniversidade para poder ficar mais tempo em casa, seguindo com os estudos deforma online. Ela está de licença-maternidade desde a metade de junho. Depois,entrou em férias. Em agosto, retornou ao estudo a distância.

"Pela lei 'estamos amparadas', mas esse amparo não é osuficiente tendo em vista que não temos vagas suficientes nas creches, não sãotodas instituições que fornecem creche e nem toda mulher tem condição de teruma babá ou alguém com quem possa deixar seu filho", desabafa Giovanna. Auniversitária conta com o apoio do pai da bebê na rotina de cuidados.

Na petição, a estudante comenta, ainda, sobre a ausência delocais adequados para a amamentação nas faculdades. "Não temos espaçosapropriados para amamentação e quando temos somos constrangidas e assediadaspor alimentar nossos filhos", lamenta. Diante dessas dificuldades,Giovanna ressalta a necessidade de um prazo maior para a licença-maternidade.

No abaixo-assinado, a bacharelanda destaca três pontosprevistos em lei que justificam a necessidade de mais atenção às mãesuniversitárias, como o artigo 205 da Constituição Federal, que garante que aeducação deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade; odireito à livre amamentação; e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

"Conto com ajuda de mães e pais que passam ou passarampela mesma situação, já que essa causa não cabe somente às mulheres. É uma lutade todos por equidade e direito à educação. Apenas com a educação teremos umpaís mais desenvolvido e menos desigual", finaliza Giovanna, pedindo apoiopara que mais pessoas se engajem em sua campanha.

A petição está aberta na plataforma Change.org.  

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