Secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana comemorou aretomada do transplante cardíaco em solo baiano. "Hoje é um dia de muitaalegria para todos nós. Através de uma família que se dispôs a doar,conseguimos salvar uma vida. Estamos muito felizes com a retomada dotransplante cardíaco e com a possibilidade de garantir a realização doprocedimento no próprio estado. Esse é o Sistema Único de Saúde que trabalhamosdiariamente para construir", disse.
A paciente transplantada era acompanhada pelo Ambulatório deInsuficiência Cardíaca do Ana Nery, onde realizou uma série de exames para,assim, se tornar apta para a cirurgia. Nos últimos anos, o Governo da Bahiainvestiu mais de R$ 9,2 milhões em incentivo financeiro para instituiçõesfilantrópicas e privadas que realizam transplantes no Estado, além de campanhasde sensibilização da sociedade e treinamentos para a preparação deprofissionais de saúde.
Mais de 15 profissionais envolvidos
Referência em cardiologia no Estado, desde o mês de setembroo Hospital Ana Nery já estava com tudo pronto para retomada do serviço. Aotodo, uma equipe multidisciplinar com 15 profissionais de saúde especializadosem transplante são responsáveis por conduzir os procedimentos, como explica oCoordenador do Programa de Insuficiência Cardíaca Avançada do Hospital Ana Nerye diretor da unidade, Luiz Carlos Santana.
“A equipe conta com quatro cirurgiões cardíacos, doismédicos especialistas em insuficiência cardíaca, dois enfermeiros,fisioterapeutas e anestesistas envolvidos diretamente no cuidado, na operaçãode captação e de execução do processo de transplante. Para além disso, outrossetores do hospital também estão preparados, são diversas especialidadesenvolvidas para oferecer o tratamento adequado aos pacientes do pré aopós-transplante”, explicou o diretor.
Dados do Sistema Estadual de Transplantes, mostram que, atéagosto de 2023, a Bahia realizou 701 transplantes, sendo 27 de fígado, 210 derim, 362 de córnea e outros 102 de medula óssea. Atualmente, o Estado realizacinco tipos de procedimentos: coração, córnea, rim, fígado e medula. Noperíodo, o número de doadores de múltiplos órgãos aumentou de formaconsiderável, saltando de apenas três no primeiro mês do ano para 19 em agosto.
Atualmente, a Bahia conta com uma rede com 23 centrostransplantadores, sendo que sete oferecem atendimento pelo SUS. Desses, trêssão unidades públicas: o Hospital Geral Roberto Santos, o Hospital Ana Nery e oHospital Universitário Professor Edgard Santos. Além deles, integram a rede oshospitais filantrópicos Martagão Gesteira, em Salvador, e Dom Pedro deAlcântara, em Feira de Santana, e os privados IBR, de Vitória da Conquista, eHospital Português, na capital.
Procedimento garantido
Mesmo durante o período em que a Bahia ficou sem realizar otransplante cardíaco, a população continuou sendo assistida e tendo oprocedimento assegurado através do Tratamento Fora do Domicílio, o TFD.
“O TFD é realizado não só por transplante, mas para qualquersituação de saúde em que o estado não tem aquele tratamento. Então quando oestado não dispõe do tratamento ele encaminha para outra Federação, no caso dostransplantes para estados como Pernambuco, São Paulo, Ceará e Brasília. Nesseprocesso de ir para outro estado, o paciente vai sendo integralmente custeadopelo Estado de origem, no caso nosso a Bahia”, explica o coordenador doSistema, Eraldo Moura.
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