Desde o início da pandemia, estratégias de incentivo àvacinação adotadas na Bahia serviram de exemplo para todo o país e seguem sendodestaque quando se trata do calendário regular de imunização e incentivo àretomada dos altos índices vacinais.
“Criamos um manual de boas práticas de vacinação e fizemostoda uma estrutura que segue sendo aplicada até hoje, fazendo com que osimunizantes cheguem a todos os municípios baianos. Aliado a isso,intensificamos as campanhas de vacinação e conseguimos garantir que as vacinascheguem às comunidades afastadas”, explica a diretora da VigilânciaEpidemiológica do Estado, Márcia São Pedro.
Uma dessas estratégias é o Programa Vacina Bahia. Criadopelo Governo do Estado no mês de fevereiro deste ano. A iniciativa buscafortalecer o calendário vacinal de todas as faixas etárias, principalmente nogrupo de crianças até um ano, com foco no aumento da cobertura das vacinasPentavalente, Pneumo 10, Tríplice Viral e a contra a Poliomielite.
A ação iniciou focando nos 43 municípios com até 100 milhabitantes com as mais baixas coberturas vacinais e, desde o início desetembro, foi expandida, passando a recorrer à estratégia da busca ativa elevando os agentes de imunização até as comunidades quilombolas, indígenas eribeirinhas dos municípios baianos.
“O Vacina Bahia veio para mudar o cenário dos baixos índicesde vacinação no estado. Nós disponibilizamos veículos para levar os vacinadoresa comunidades mais distantes, técnicos de enfermagem e computadores para seremutilizados nas salas de vacina. Nessa segunda etapa, estamos apostando naestratégia que chamamos de ação extramuro, onde garantimos levar a vacina paraalgumas pessoas que muitas vezes não conseguem chegar aos postos de saúde.Ampliamos nosso campo de atuação e também passamos a ter como foco a vacinaçãode quilombolas, indígenas, comunidades ribeirinhas, além da busca ativa emescolas”, afirma Roberta Santana.
Para viabilizar a ação, foram investidos mais de R$ 4,6milhões na contratação de vacinadores, treinamento e capacitação de equipes,bem como infraestrutura e locação de veículos, além de buscar unir esforços comas autoridades e conselhos de saúde do Estado e dos municípios.
Em 2022, a cobertura vacinal na Bahia atingiu a taxa de75,6% para vacinação contra a Poliomielite, 75,4% Pentavalente, enquanto 79,4 %foram vacinados contra a Pneumocócica e outros 75,6 %, para a Tríplice Viral.Em 2023, apesar dos números ainda estarem defasados por conta de um problema nobanco de dados do Ministério da Saúde que atrasa a atualização dos índices, oEstado já registra uma pequena melhora nas taxas de imunização, registrandocobertura de 75,4% para Poliomielite; 75,8% para Pentavelente; 80,2% daPneumocócica e 75,8% para a Tríplice Viral. A meta do Estado é que o índicealcance, no mínimo, 95% do público alvo de cada imunizante.
Mas, apesar dos exemplos claros da eficácia da vacinação,mais de 11 milhões de baianos estão com o reforço da vacina bivalente, contra aCovid, em atraso – fator que ainda preocupa.
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