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Mulheres quilombolas de Carinhanha empreendem e têm bons resultados com a avicultura

Mulheres quilombolas de Carinhanha empreendem e têm bons resultados com a avicultura

25/10/2023 17h14 Atualizada há 3 anos atrás
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Mulheres quilombolas de Carinhanha empreendem e têm bons resultados com a avicultura

No Quilombo Barra do Parateca, no município de Carinhanha,25 mulheres brilham sendo exemplos de como o incentivo em comunidades ruraispode gerar grandes mudanças. Elas, que enfrentaram dificuldades financeiras e afalta de perspectivas, tiveram suas vidas transformadas através da entrega dekits produtivos de avicultura. A atividade se tornou mais do que fonte derenda, agora possibilitou uma nova vida, repleta de oportunidades.

Michelle Ferreira, uma das beneficiárias, compartilha suaexperiência. "Fizemos parte de cada pedra colocada, participamos daconstrução de cada galinheiro. Quando os pintinhos chegaram, foi uma alegriaindescritível. Nossas vidas melhoraram. Agora, ovos fazem parte da alimentaçãodos nossos filhos e da comunidade. Em casa, estamos comendo melhor e o dinheirodos ovos está nos ajudando a trazer mais alimentos para nossa família. Estouconquistando minha independência financeira e quero que nossos ovos alcancemainda mais pessoas”.

Resiliência em Meio à Seca

Joseane Neves também teve sua vida transformada pela ação.“Quando o projeto chegou aqui, enfrentávamos uma seca severa. Começamos a criarpequenas hortas e, quando recebemos os kits produtivos, nossa vida mudoucompletamente. Isso foi um aprendizado grande. Na minha vida, representa tudo,porque agora posso dizer que meus filhos têm comida para comer, o que era umaluta antes. Essa renda é essencial para nossa sobrevivência”.

Os ovos produzidos no Quilombo Parateca são vendidos para aClassificadora de Ovos de Carinhanha, cuja gestão é feita pela AssociaçãoAgropastoril Quilombola de Barra do Parateca. Posteriormente, esses ovos sãodistribuídos para 30 escolas do município, como parte do Programa Nacional deAlimentação Escolar (PNAE), além de serem comercializados em estabelecimentoslocais com a marca "Caipira da Terra". Inaugurado em julho, o projetoestá em processo de expansão, mas já recebe cerca de duas mil dúzias de ovospor mês.

As mulheres de Parateca estão colhendo os frutos do seutrabalho árduo. Elas comercializam cerca de 160 dúzias por mês, o que resultaem um rendimento bruto mensal de, aproximadamente, R$ 1.280,00.

Clemilda Leite do Nascimento conta como era anteriormente."Antes, enfrentávamos muitas dificuldades. Queríamos trabalhar, mas nãotínhamos meios. Foi quando surgiu esse projeto e, agora, podemos sobreviver comele. Atualmente, colhemos cerca de 400 ovos por semana. Eles são enviados paraa Classificadora e também são consumidos por nós. Agora, não precisamos maiscontar os ovos, podemos comê-los à vontade e quantos quiser”.

Outra agricultora beneficiada foi Nadir Cavalcante. Eladestaca a importância do aprendizado fornecido pelos kits. "Eu criavagalinhas antes, mas não tinha um propósito real. A partir desses kits,aprendemos a cuidar melhor das galinhas e recebemos assistência técnica. Hoje énosso trabalho, nosso sustento”.

A entrega de kits produtivos para associações, cooperativase consórcios públicos municipais tem como objetivo apoiar o desenvolvimentorural sustentável e melhorar as condições de vida e o trabalho de agricultores(as) familiares. Além dos kits, agricultores (as) e assistentes técnicosrecebem treinamentos e capacitações para aprimorar a gestão das propriedadesrurais e adotar práticas sustentáveis.

A ação faz parte da estratégia “Parceria Mais Forte, Juntospara Alimentar a Bahia”, que visa fortalecer a agricultura familiar nos 27territórios de identidade da Bahia. A parceria envolve prefeituras municipais,consórcios públicos, entidades sem fins lucrativos e iniciativas privadas. Comprojetos como esse, a vida das mulheres quilombolas de Parateca está sendotransformada, demonstrando que, com apoio, determinação e trabalho é possívelalcançar grandes conquistas.

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