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Queijos baianos levam 48% das premiações no Concurso Nordestino de Queijos e Derivados

Queijos baianos levam 48% das premiações no Concurso Nordestino de Queijos e Derivados

02/11/2023 09h42 Atualizada há 3 anos atrás
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Queijos baianos levam 48% das premiações no Concurso Nordestino de Queijos e Derivados

O estado conquistou 114 medalhas

Queijos e derivados do leite produzidos na Bahia voltaram aser destaque. Dessa vez, no 17° Encontro Nordestino do Setor do Leite eDerivados (ENEL), que aconteceu na última semana, em Campina Grande, naParaíba. O estado conquistou 114 medalhas, 24 super ouros, 23 ouros, 31 pratase 36 bronzes, o que corresponde a 48% das premiações concedidas no concurso.Antes do evento (24/10), parte dos produtores premiados foram recebidos naSecretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), órgão que articula o fortalecimentoe certificação de pequenos produtores de queijo no Estado.

Angelo também destacou a importância da certificação dospequenos produtores para o fortalecimento da cadeia produtiva. “Estamos naexpectativa do projeto de lei que autoriza o comércio de produtos de origemanimal, certificados com o Selo SIM/CONSÓRCIO, em todo o território estadual.Iniciamos as discussões para a certificação de pequenos produtores no Estado,em conjunto com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), a Companhiade Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o Sebrae, a Associação Comer Queijo eo setor produtivo, no mês de junho e acreditamos que estamos muito próximosdisso”, ressaltou.

O produtor João Campos foi um dos premiados com uma medalhade ouro. Ele considera o Enel 2023 um marco histórico para o Nordestebrasileiro, especialmente para a Bahia, e destaca o crescimento do setor nosúltimos anos. “O Enel 2022, em Vitória da Conquista, já havia sidoimportantíssimo. Tivemos 221 inscrições de produtos e cerca de 40 medalhas parao estado da Bahia. Agora, a gente saltou para 555 inscrições e 114 medalhas. Oque nos mostra que a política dos consórcios tem dado certo no estado e que esseé o caminho. Ela deve ser reforçada porque está dando certo”, disse.

João também ressaltou a importância da capacitação e ofortalecimento do setor. “Um destaque grande para o papel do Sebrae e para oscursos de capacitação, que fizeram grande diferença. Quem acompanha o cenário,viu que em 2023 os produtores receberam o reconhecimento máximo, que foi amedalha de super ouro, porque produziram o queijo impecável. Essa é aimportância da política pública, do Sebrae, do SENAR e especialmente acapacidade do pequeno produtor, humilde do sertão baiano", finalizou.

Gildemario Carneiro, de Nova Fátima, também foi premiado.Ele conquistou uma prata, com o doce de ambrosia, e um super ouro com o queijoautoral Flor de Alecrim. Ele destaca a importância do prêmio. “Para mim e paraminha família, foi um evento maravilhoso, porque conquistei uma medalha com aambrosia da minha esposa, que é um doce de família com uma tradição de mais de100 anos”, explicou o produtor, que também destacou o avanço que obteve comrelação ao concurso de 2022, quando conquistou apenas uma medalha. “De lá paracá a gente vem se organizando, melhorando a qualidade do produto”, finalizou.

A cooperativa Capribée também foi premiada. “Nós levamosnove queijos e recebemos oito medalhas. Recebemos duas pratas, dois bronzes, umouro e três super ouro. Para a gente, produtor rural aqui no norte da Bahia, éum avanço muito grande. Essas medalhas são de grande importância para nossacooperativa e para nossa região, porque através dessa premiação o nosso casetoma uma dimensão em agregação de valor no produto. Todas as nossasparticipações nos concursos, elas são de grande importância mesmo. Hoje, nossosprodutos são vendidos em várias cidades baianas, mas o forte dos nossosprodutos, nossas vendas, são em Salvador”, explica a presidente da cooperativa,Eugênia Ribeiro Félix.

 

Projeto de Lei

Os produtores aguardam a sanção do Projeto de Lei (PL)25.046/2023, que autoriza o comércio de produtos de origem animal, certificadoscom o Selo SIM/CONSORCIO, em todo o território estadual. O documento foiaprovado na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) no dia 4 de outubro.

“Estamos extremamente felizes com a conquista da Bahia noEnel. Voltamos de lá cheios de energia para poder continuar com o movimento daregulamentação dos queijos e derivados daqui da Bahia. Temos vários produtorespremiados que ainda não conquistaram selo de inspeção municipal e com isso, nãopodem comercializá-los. Existem ainda os que tem o selo de inspeção municipal,porém também não pode comercializar no estado todo. E é essa reivindicação, oapelo que a gente faz para ser aprovado o SUSAF, que já está na etapa final”,pontuou Frederico Teixeira, presidente da Associação Comer Queijo.

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