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Valorização das comunidades quilombolas marcou Dia da Consciência Negra

Valorização das comunidades quilombolas marcou Dia da Consciência Negra

21/11/2023 06h25 Atualizada há 3 anos atrás
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Valorização das comunidades quilombolas marcou Dia da Consciência Negra

Ontem, Dia da Consciência Negra, a Companhia deDesenvolvimento e Ação Regional (CAR) reforça o compromisso com a valorizaçãodas comunidades quilombolas na Bahia com investimentos específicos para essepúblico. São ações que promovem o desenvolvimento e a igualdade.

A liderança quilombola Jéssica do Rosário, da comunidadequilombola do Jatimane, localizada em Nilo Peçanha, território Baixo Sul,atendida pelo projeto, comenta a importância dessa data, mas reforça que aconscientização contra o racismo, deve ser diária. “Este é um dia deresistência, de cultura, de aquilombamento, de ancestralidade. É o sentimentode pertencer e de falar que consciência negra tem de ser todos os dias”.

No total, as atividades de regularização ambiental jáatenderam 73 comunidades em 25 municípios, abarcando um total de 3.519 famíliasque já estão aptas a acessar os certificados de regularização ambiental do seuterritório, que são os Cadastros Ambientais de Imóveis Rurais (Cefir-PCT). Essedocumento é obrigatório e reúne todas as informações ambientais do territóriotradicionalmente ocupado. Só no quilombo Jatimane, 144 Cefir foram entregues nofim do último mês de outubro, o que vai contribuir para que as famílias possamacessar políticas públicas como a do crédito rural.

Iniciativa que também se destaca aqui no estado é o projetoBahia Produtiva, que direcionou investimentos que abrangem desde a baseprodutiva até a comercialização, impulsionando, significativamente, a geraçãode renda e o fortalecimento das comunidades quilombolas em diversos territóriosde identidade. São 5.089 famílias atendidas com investimento de R$ 75,4milhões.

Outro projeto executado pela CAR, que fortaleceu a base deprodução e a garantia de renda para as famílias pretas, foi o Pró-Semiárido.Foram mais de R$ 12 milhões investidos em 52 comunidades quilombolas. Alémdisso, 1.574 famílias passaram por assistência técnica continuada e 1.159 foramcapacitadas em diversas áreas, como gênero e raça.

A assessora de Gênero do Pró-Semiárido, Elizabeth Siqueira,explica que, entre as ações da CAR, está a proposta para desconstruir opreconceito em relação à identidade étnico-racial, buscando uma maiorcompreensão, não apenas nas comunidades quilombolas, mas também em comunidadesnegras e de fundo e fecho de pasto. “Além das oficinas, com dinâmicas ediálogos, buscamos levar as pessoas a refletirem sobre esses preconceitos,criando uma consciência de valorização da cultura negra, nordestina e doSemiárido. Tudo na perspectiva de levar o coletivo a valorizar seus saberes,suas danças e sua religião. Um processo de mergulho e descobertas da própriaidentidade de todos que foram envolvidos, com o objetivo de promover umamudança real e valorizar esse conhecimento que está no campo”.

Mais ações de valorização

A CAR também se destaca por seu compromisso em melhorar aqualidade de vida de agricultores e agricultoras familiares, povos ecomunidades tradicionais em situações socioeconômicas vulneráveis no estado.Uma das ações impactantes tem sido a de habitação rural, que visa proporcionarmoradias dignas a esse público.

Somente neste ano de 2023, estão programadas a conclusão de590 unidades habitacionais, com um total de 44,78 metros quadrados, contendodois quartos, sala-cozinha, casa de banho e varanda. Além disso, as casas sãoequipadas com cisternas para consumo e instalações elétricas, contribuindoassim para o desenvolvimento sustentável dessas comunidades.

Em locais como o Povoado de Batatas, em Ibititá, as novasresidências têm transformado vidas como a de Neurelice Nascimento da Cruz,agora moradora de uma casa estruturada onde vive com o marido, o filho e doisnetos. "Antes morávamos em uma casa de tijolo, sem reboco, sem banheiro.Essa casa é uma riqueza em minha vida. Ter banheiro dentro de casa e piso decerâmica é um conforto que nunca tivemos antes. Nossa casa é a alegria dasnossas vidas".

Foto: André Frutuôso.

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