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Primeiro dia da VI Conferência de Cultura da Bahia encerra com a presença de mais de mil participantes em Feira de Santana

Primeiro dia da VI Conferência de Cultura da Bahia encerra com a presença de mais de mil participantes em Feira de Santana

08/12/2023 08h20 Atualizada há 3 anos atrás
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Primeiro dia da VI Conferência de Cultura da Bahia encerra com a presença de mais de mil participantes em Feira de Santana

Entre os destaques estão a cerimônia de abertura com osecretário de cultura da Bahia Bruno Monteiro, a palestra com o secretárioexecutivo do Ministério de Cultura Márcio Tavares e o show de Mariene de Castro

Mainã Oliveira, indígena da etnia Pataxó Hã-hã-hães,residente no município de Itajú do Colônia, a 504 km de Salvador, é uma dasparticipantes da conferência. Para ela, o evento é uma oportunidade ímpar deevidenciar a contribuição dos povos originários para a cultura do estado e dopaís. “Quando o assunto é cultura, a gente quase não é visto. Eventos como estepermitem que nós sejamos ouvidos e vistos. Acredito que temos muitas ideias queserão debatidas durante esses dias”, afirmou a estudante.

O pontapé inicial da conferência, cujo tema é “Cultura eDemocracia em construção na Terra da Liberdade”, foi dado às 19h30 com umcortejo de samba de roda conduzido pelo grupo Quixabeira da Matinha, doQuilombo Matinha dos Pretos, que levou o secretário de cultura da Bahia BrunoMonteiro até o palco da cerimônia. Ao lado de Monteiro estavam o secretárioexecutivo do Ministério da Cultura Márcio Tavares, o deputado federal Zé Neto,a deputada estadual Olívia Santana, a presidenta da Funarte Maria Marighella, opresidente do Conselho Estadual de Cultura da Bahia Gilmar Faro e o presidentedo Fórum de Dirigentes David Terra.

Monteiro iniciou a sua fala agradecendo a presença de todasas autoridades e pessoas presentes e fazendo uma reflexão sobre o momentoespecial que a VI Conferência Estadual da Cultura representa. “Às vezes quandoestamos num determinado momento, não entendemos a sua dimensão para a históriae precisamos refletir um pouco para entender o que ele representa. Eu convidovocês para essa reflexão sobre o momento que estamos vivendo agora e o papel dacultura nesse processo de reconstrução. Não é pouca coisa”, instigou. Econtinuou: “é nesse cenário que nos reunimos depois de 10 anos para um processode construção coletiva. Essa conferência nos convida a pensar na políticacultural de forma ousada, de forma que a cultura ocupe um papel central nofortalecimento da democracia no Brasil e na Bahia”.

Monteiro também falou sobre a importância que a gestão dogovernador Jerônimo Rodrigues dá para a valorização dos fazeres culturais emtodos os lugares da Bahia. “Os editais da Paulo Gustavo Bahia foram pensadospara fortalecer essa política de territorialização da cultura. Não podemos termedo de construir cultura para todas as pessoas. A cultura é do erudito aoparedão. Chega de pensar a cultura de forma elitista. A nossa cultura semanifesta por meio da sabedoria das mães de santo, das comunidades indígenas equilombolas. As artes estão aqui para mostrar que acolhem e incluem”, falou.

Depois da cerimônia de abertura, o público assistiu àpalestra magna do secretário executivo do Ministério da Cultura Márcio Tavares.Em sua fala, Tavares falou sobre a mudança que houve no setor culturalbrasileiro de 2016 até 2022, período em que a cultura foi duramente atacada, etambém destacou a importância das políticas de territorialização. “O SistemaNacional de Cultura só vai funcionar de forma representativa com um conjunto depráticas de fomento que cheguem a todo o território brasileiro. Com as leisAldir Blanc e Paulo Gustavo, agora, podemos fazer isso”, explicou. E emendou:“com a Lei Paulo Gustavo, chegamos a 100% dos estados e 98% dos municípios doBrasil. Aqui na Bahia, chegamos a 100% das cidades”.

Para encerrar o primeiro dia da conferência, às 22h, Marienede Castro subiu ao palco e fez um show que animou fazedores e fazedoras decultura de todo o estado cantando os principais sucessos da carreira.

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