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Canindé de São Francisco e Poço Redondo brigam pela Grota do Angico

Canindé de São Francisco e Poço Redondo brigam pela Grota do Angico

04/01/2024 08h04 Atualizada há 3 anos atrás
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Canindé de São Francisco e Poço Redondo brigam pela Grota do Angico

A Grota do Angico, local onde foram mortos Lampião, MariaBonita e outros cangaceiros em 1938, é motivo de uma disputa territorial entreos municípios de Canindé de São Francisco e Poço Redondo, no estado de Sergipe.A controvérsia envolve questões históricas, culturais e econômicas, e já searrasta há mais de 20 anos na Justiça.

Porém, há uma dúvida sobre a qual cidade sergipana pertenceo local: Canindé de São Francisco ou Poço Redondo. A disputa começou em 1999,quando Canindé de São Francisco entrou com uma ação judicial, reivindicando 30%do território de Poço Redondo, sob a alegação de que a área lhe pertencia poruma lei de 1954.

Em 2011, Canindé de São Francisco entrou com outra açãocontra o IBGE, alegando que o órgão errou o censo demográfico entre os anos de2007 e 2010, e que deveria fazer um novo levantamento de acordo com a lei.

Em 2016, a Justiça Federal deu ganho de causa a Canindé deSão Francisco, determinando que o IBGE fizesse uma nova perícia com um GPSpreciso, para definir os limites territoriais entre os dois município.

Em 2023, a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) começoua debater a polêmica sobre os limites territoriais entre Canindé de SãoFrancisco e Poço Redondo, após um pedido de audiência pública feito pelaprefeita de Poço Redondo, Aline Vasconcelos.

A prefeita de Poço Redondo afirmou que vai lutar para mantero seu território, que faz parte da sua história, identidade e povo, e que jáperdeu povoados e assentamentos em zonas rurais para Canindé de São Francisco.

A prefeitura de Canindé de São Francisco não se pronunciousobre o assunto, mas alega que tem direito sobre a Grota do Angico e outrasáreas, por uma questão de justiça e legalidade.

A disputa entre as duas cidades ainda não tem uma soluçãodefinitiva, e pode afetar o desenvolvimento econômico e social da região doXingó, que depende do turismo e da agricultura. Além disso, pode comprometer apreservação do patrimônio histórico e cultural da Grota do Angico, que é umsímbolo da resistência e da bravura do povo nordestino.

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