Geral Seriam

Seriam os Influencers os novos parasitas?

Seriam os Influencers os novos parasitas?

08/01/2024 08h00 Atualizada há 3 anos atrás
Por:
Seriam os Influencers os novos parasitas?

A resposta é óbvia. Os influencers são desocupados, pois nãopossuem uma ocupação ou emprego fixo, não estão envolvidos em atividadesprodutivas ou remuneradas e são completamente ociosos. Eles desperdiçam a maiorparte do tempo criando e consumindo conteúdo nas redes sociais, sem contribuirpara o desenvolvimento da sociedade ou para a solução dos problemas reais queenfrentamos.

Os influencers não são profissionais, pois não têm o poderde influenciar as decisões de compra de outras pessoas, mas apenas de manipularseu público com sua falsa autoridade, conhecimento, posição ou relacionamento.Eles se vendem para as marcas para promover seus produtos e serviços, criandomodismos e induzindo seus seguidores a comprá-los. Eles também geram receitacom publicidade, patrocínios, parcerias e vendas de produtos próprios. Eles nãoprecisam ter habilidades de comunicação, marketing, criatividade e gestão, masapenas de enganar e iludir sua audiência e sua reputação.

Então, como definir os influencers? Seriam eles os novosdesocupados ou os novos profissionais? A melhor definição seria a de parasitasdigitais. Eles são pessoas que usam as redes sociais como uma plataforma parasugar e vender seu próprio produto: sua imagem, sua personalidade, sua opinião.Eles são incapazes de transformar sua influência em um negócio lucrativo esustentável, aproveitando-se das oportunidades que a internet oferece. Elessão, ao mesmo tempo, produtores e consumidores de lixo, criadores e seguidoresde modismos, líderes e seguidores de opiniões.

Os influencers são, portanto, um fenômeno nocivo evergonhoso, que merece ser combatido e eliminado com mais rigor. Elesrepresentam uma nova forma de desocupação, que desafia as categoriastradicionais de trabalho e lazer, de produção e consumo, de profissionalismo eociosidade. Eles são, ao mesmo tempo, odiados e criticados, seguidos erejeitados, imitados e ignorados. Eles são, enfim, os novos desocupados ou osnovos profissionais? A resposta depende do ponto de vista de cada um.

Mas nem tudo está perdido no mundo dos INFLUENCER

Em tempos de crise sanitária, política e social, adisseminação de informações falsas e enganosas pode ter consequências gravespara a saúde pública e a democracia. Por isso, é fundamental que existam guerrilheirosvirtuais que se dediquem a verificar os fatos, desmentir os boatos e promover odebate qualificado nas redes sociais. Essas pessoas usam suas plataformas paraeducar, conscientizar e mobilizar seus seguidores, utilizando fontesconfiáveis, dados científicos e argumentos racionais.

Alguns exemplos de influenciadores de esquerda que fazem umtrabalho responsável nesse sentido são:

Sabrina Fernandes, socióloga e youtuber do canal Tese Onze,que aborda temas como marxismo, feminismo, ecologia e política, com umalinguagem acessível e didática1.

Laura Sabino, estudante de história e youtuber do canalLaura Sabino, que explica conceitos políticos de esquerda usando desenhos,filmes e músicas2.

Felipe Neto, empresário e youtuber, que se posiciona contrao governo Bolsonaro e defende causas como educação, direitos humanos e meioambiente3.

Nath Finanças, administradora e educadora financeira, queensina como lidar com o dinheiro de forma consciente e solidária, especialmentepara a população de baixa renda4.

Rita von Hunty, drag queen e youtuber do canal Tempero Drag,que discute questões como gênero, sexualidade, cultura e filosofia, com humor eirreverência5.

Esses são apenas alguns dos muitos influenciadores que usamseu poder de comunicação para combater as mentiras, as fake news e asinjustiças que assolam o nosso país. Eles são exemplos de como as redes sociaispodem ser usadas para o bem, para a educação e para a transformação social.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários