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Baianos lideram ranking dos estados mais festeiros do país segundo brasileiros; confira a lista completa

Baianos lideram ranking dos estados mais festeiros do país segundo brasileiros; confira a lista completa

01/02/2024 20h47 Atualizada há 3 anos atrás
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Baianos lideram ranking dos estados mais festeiros do país segundo brasileiros; confira a lista completa

De acordo com os entrevistados pela Preply, a população doestado também seria a 2ª melhor anfitriã nacional, atrás apenas dos mineiros

Afinal, que estado lhe vem à mente quando você pensa em“pessoas festeiras” — isso é, aquelas que, faça chuva ou faça sol, nãodispensam uma boa festa? Segundo a maioria dos brasileiros questionados pelaplataforma Preply no último mês, a resposta não deu em outra: os baianos.

Isso porque, para compreender quais estereótipos as pessoastendem a atribuir a cada região no dia a dia, recentemente, a especialista noensino de idiomas pediu que mil respondentes de todas as partes do Brasilindicassem que estados correspondiam a uma lista de adjetivos previamenteselecionados pela plataforma, que abarcaram características como “paqueradores”e “reservados”. Se, de um lado, a impressão geral é a de que os baianos sãosinônimo de festa, de outro, quem ocupa o pódio dos melhores anfitriões éninguém mais, ninguém menos que os mineiros.


Principais conclusões

Para os brasileiros, os maiores paqueradores do país estãono Rio de Janeiro (33%);

Os mineiros (22%), por sua vez, são os campeões no quesitobons anfitriões;

Todo o pódio dos habitantes mais reservados foi ocupado porestados da região Sul;

Os baianos foram tidos como festeiros por 35,5% dosentrevistados;

À frente dos cariocas e baianos, o título de pessoas maiscomunicativas do país (17,7%) é dos paulistas.


Mineiros e baianos, os melhores anfitriões do Brasil

Sorriso no rosto, uma boa conversa, disposição para ajudar…se existe algo que ninguém no país dispensa é ser bem recebido seja qual for olugar — algo que os mineiros, aparentemente, dominam como ninguém. Afinal,reforçando o título de um dos destinos mais acolhedores do mundo dado em 2021pela plataforma Booking, de acordo com os entrevistados pela plataforma, não háquem ganhe dos residentes de Minas Gerais (22%) em matéria de hospitalidade.


Para aqueles que atrelam tal estereótipo à população doestado, razões não costumam faltar: há quem justifique o rótulo na supostamodéstia e simplicidade de seus moradores ou, ainda, na tradição mineira de seoferecer comida aos visitantes como forma de carinho, abordagem que tenderia acontribuir para o conforto de quem acabou de chegar. Que ambiente, aliás, nãose tornaria mais acolhedor em meio ao cheiro dos pães de queijo recém-saídos doforno, o sabor do clássico doce de leite e as boas e velhas conversas regadasao café?

Não é por acaso, nesse sentido, que os baianos sejam apopulação que mais se aproxima de Minas Gerais em tal associação, conformeindicaram os respondentes durante o estudo.

Isso porque, também famoso pela cordialidade e gentileza,estamos falando de um estado bastante associado à sua culinária afetiva, semcontar a atmosfera positiva das populares festas típicas da Bahia — relação queprovavelmente explica não apenas o título de segundo melhor anfitrião nacional(14%), mas o porquê de, na opinião dos brasileiros, este levar o estereótipo depovo mais festeiro de todo o Brasil (35,5%).


Cariocas, os mestres nacionais na arte da paquera?

Descontraídos para alguns, intensos para outros, quem resideno Rio de Janeiro também parece levar uma fama bastante peculiar nas diferentesregiões do Brasil: a visão de que estes são os grandes “bons de lábia”,sobretudo quando a habilidade de convencimento em questão é estrategicamenteusada para conquistar outros corações.

Para as pessoas dos demais estados, a destreza na hora doflerte que supostamente marcaria a essência fluminense é tanta que, secomparados ao restante do Brasil, são eles os responsáveis por ocuparem o topodo ranking dos paqueradores de mão cheia (33%), ao lado dos paulistas (19%) ebaianos (9,1%). A disputa, de toda maneira, está longe de ser acirrada… e sóreforça como seria preciso tomar cuidado com o jeitinho “xavequeiro” dessesmestres na arte da paquera.


Ora, mas o que poderia explicar as frequentes associaçõesentre os moradores do Rio e o bom “xaveco”?

Embora tal estereótipo admita diversas origens, a plataformaatrela boa parte da impressão ao sotaque e à maneira típica de se portar noestado, comumente percebidos como charmosos e autênticos por outrosbrasileiros. Graças à desenvoltura para interações sociais, em especial entreos cariocas, é provável que os mais irreverentes sejam vistos comoconquistadores, mesmo quando o interesse romântico não faz parte do bate-papo.


Paulistas e gaúchos: entre comunicativos e reservados

Em um país tão elogiado por sua sociabilidade e abertura aosdemais, será que daria mesmo para dizer que existe um estado mais comunicativoque o restante? Pelo menos de acordo com os entrevistados pela Preply, aindaque desafiadora, a resposta é sim… e estaria na mesma região cujos habitantesvira e mexe recebem as etiquetas de “estressados”, “apressados” e “viciados emtrabalho”: São Paulo.

Mesmo com concorrentes de peso para o título como Rio deJaneiro, Minas Gerais e Bahia, segundo 17,7% dos respondentes, o estado queabriga a capital mais agitada do país também seria aquele onde as pessoasapresentam as melhores habilidades de comunicação se comparadas aos habitantesdos outros 26 estados.


Por outro lado, não surpreende que todos os três estadossulistas tenham sido eleitos os mais reservados do Brasil, cada qual em umaposição de destaque no pódio. Constantemente associados a comportamentosretraídos pelos de fora, tanto paranaenses quanto catarinenses receberam otítulo de comedidos por 10% dos respondentes, num ranking encabeçado porninguém mais, ninguém menos que os gaúchos, símbolos da discrição por 2 em cada10 entrevistados ao redor do país.


"Embora as representações culturais sobre determinadaspopulações nem sempre sejam negativas — como nos mostra os estereótiposcomumente associados aos mineiros e paulistas —, é fundamental reconhecer deonde vêm e questionar certas impressões generalizadas, que tendem a simplificare reduzir a diversidade dentro de qualquer comunidade", comenta SylviaJohnson, líder de Metodologia da Preply. "Não é por acaso que enfrentamosdificuldades ao tentar explicar por que categorizamos certos estados como'festeiros' ou 'reservados'. Isso revela como muitas de nossas percepções sobreesses estados são, na verdade, reflexos de narrativas simplistas perpetuadasquase que inconscientemente."


Metodologia

Entre os dias 18 e 21 de dezembro de 2023, foramentrevistados 1000 brasileiros residentes em todas as regiões do país. Paradeterminar os estereótipos relacionados a cada parte do Brasil, osentrevistados responderam a questões associando diferentes rótulos sociais aosresidentes de cada um dos estados: “comunicativo”, “reservado”, “festeiro”,“paquerador” e “bom anfitrião”. Uma vez finalizada a coleta das respostas, ospercentuais de cada região de Norte a Sul possibilitaram a criação dediferentes rankings, cada qual com os vencedores em uma das cinco categorias.


Sobre a Preply

A Preply é uma plataforma online de aprendizagem de idiomasque conecta professores a centenas de milhares de alunos em 180 países em todoo mundo. Atualmente, mais de 40.000 tutores ensinam mais de 50 idiomas,impulsionados por um algoritmo de aprendizado de máquina que recomenda osmelhores professores para cada aluno. Fundada nos Estados Unidos, em 2012, portrês fundadores ucranianos, Kirill Bigai, Serge Lukyanov e Dmytro Voloshyn, aPreply cresceu de uma equipe de três pessoas para uma empresa com mais de 600funcionários de 62 nacionalidades diferentes, com escritórios em Barcelona,Nova York e Kiev.

Por: Elvio Caldeira.

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