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Adotada pelo governo federal, política de qualidade do gasto completa dez anos de aplicação na Bahia

Adotada pelo governo federal, política de qualidade do gasto completa dez anos de aplicação na Bahia

12/03/2024 05h44
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Adotada pelo governo federal, política de qualidade do gasto completa dez anos de aplicação na Bahia

Anunciada pelo governo federal como uma das estratégias paraassegurar o equilíbrio das contas da União, a política de qualidade do gastopúblico chega em 2024 ao décimo ano de aplicação ininterrupta no Estado daBahia. A criação da Coordenação de Qualidade do Gasto Público no âmbito daSecretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), como parte da reformaadministrativa de 2015, foi o marco gerencial que colocou a gestão das despesasentre os principais eixos das finanças estaduais.

A melhoria da qualidade do gasto ajudou a preservar oequilíbrio das contas, a ampliar os investimentos públicos e a manter acapacidade operacional do Estado, mesmo com a entrada em funcionamento de novosequipamentos e a oferta de novos serviços públicos.

De acordo com a estratégia, explica o secretário, o valoreconomizado ao longo dos últimos anos ajudou a direcionar mais recursos para aampliação dos serviços e dos investimentos. Foi possível, assim, oferecer maisescolas de tempo integral, policlínicas e equipamentos hospitalares, rodovias,obras de mobilidade, equipamentos de segurança, sistemas de abastecimento deágua e outras obras para atenuar os efeitos da seca.


Economia 

O cálculo da Sefaz-Ba, com base nas despesas com o custeioda máquina ano a ano, é que de 2015 a 2023 foram obtidos R$ 8,5 bilhões deeconomia real, ou seja, estes foram os recursos que deixaram de ser gastos,levando-se em conta a inflação do período.

O secretário Manoel Vitório destaca o apoio assegurado aesta estratégia pelas lideranças baianas. Com início na primeira gestão de RuiCosta, a política segue em curso no governo de Jerônimo Rodrigues: em 2023,foram elaboradas mais de nove mil análises técnicas de processos de aquisiçõese contratações pelas unidades estaduais, em atendimento à legislação que regulaos gastos públicos.

O cálculo de economia real tomou por base a despesa doEstado com custeio da máquina pública em 2014, que foi de R$ 6,46 bilhões. Acada ano subsequente, este valor foi corrigido com base na inflação medida peloIPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), e comparado com o que foiefetivamente gasto.

Em 2015, primeiro ano de atuação da Sefaz-Ba nomonitoramento do custeio, as despesas somaram R$ 6,19 bilhões, enquanto o gastodo ano anterior corrigido chegou a R$ 7,15 bilhões: a economia real foi de R$955,8 milhões. Nos anos seguintes, em média, os valores economizados semantiveram em patamar semelhante.


Como funciona

A Coordenação de Qualidade do Gasto Público vincula as açõesde qualidade do gasto às metas de cumprimento do orçamento, evitando que asdespesas ultrapassem o limite orçamentário estabelecido. Além disso,proporciona o conhecimento detalhado do histórico das despesas, de modo aaprimorar o planejamento dos gastos.

Entre as despesas monitoradas estão aquelas relacionadas aosgastos com a manutenção ou custeio da máquina pública, a exemplo de água,energia e material de consumo. “Toda a economia obtida é direcionada para adisponibilização de mais serviços à população, de modo mais eficiente e commais qualidade”, explica a coordenadora de Qualidade do Gasto Público daSefaz-Ba, Manuela Martinez.

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