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Alimentação escolar da rede estadual de ensino no Sudoeste Baiano ganhará reforço com produtos da agricultura familiar

Alimentação escolar da rede estadual de ensino no Sudoeste Baiano ganhará reforço com produtos da agricultura familiar

19/03/2024 08h21 Atualizada há 2 anos atrás
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Alimentação escolar da rede estadual de ensino no Sudoeste Baiano ganhará reforço com produtos da agricultura familiar

Nesta segunda-feira (18/03), foi realizado um encontro noColégio Estadual Professora Heleusa Figueira Câmara, em Vitória da Conquista,com diretores e diretoras das escolas estaduais do território Sudoeste Baiano,dirigentes e equipes técnicas da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional(CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Oobjetivo foi debater formas de tornar a alimentação escolar mais nutritiva ediversificada, especialmente, com a inserção de novos produtos da agriculturafamiliar.

Para garantir alimentos de qualidade e nutritivos paraestudantes da rede estadual de ensino, o Governo do Estado destinou R$ 410milhões para a alimentação escolar, no ano letivo de 2024, sendo R$ 92 milhõespor meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Lenira Figueiredo, diretora-geral do Núcleo Territorial deEducação (NTE), do Sudoeste Baiano, demonstrou entusiasmo pela ampliação dessaação. "Nós somos grandes entusiastas da agricultura familiar e da boaalimentação das escolas. Acho que nossos estudantes merecem. Essa parceria emque os nossos diretores podem de fato ver o produto e fazer negócio nessa feiraé muito importante e superou, em muito, as nossas expectativas, porque osagricultores atenderam ao nosso chamado e os diretores também".

Ellen Caires, diretora do Colégio Estadual José MoreiraCordeiro, do município de Cordeiros, ressaltou que esse evento foi importantepara que gestores e gestoras da rede estadual de ensino pudessem conheceroutros produtos para ampliar a quantidade de produtos da agricultura familiar emelhorar a alimentação escolar. "Nós já utilizamos produtos in natura,farinha de mandioca, biscoitos, tapioca, polvilho azedo, e adquirimos diretodos produtores. Isso faz com que a alimentação escolar ganhe em qualidade".

Celene Marinho, da Associação Vila Corina, do município deEncruzilhada, falou sobre a importância dessa parceria com o Estado, no âmbitodo PNAE, que viabiliza o escoamento da produção e incentiva a diversificaçãodas culturas. Hoje, a associação produz aipim, mandioca, café, abóbora,melancia, cenoura, tomate, que antes não produzia, e passou a produzir e aentregar para as escolas. Ela ressaltou que o preço pago pelo Estado é justo.

"É um incentivo para homens e mulheres e também para osnossos jovens, filhos de agricultores e agricultoras, para continuarem otrabalho no campo. Nós somos muito importantes, porque nós, da agriculturafamiliar, somos responsáveis de colocar na mesa do consumidor 70% dos alimentosconsumidos", enfatizou Celene.

O diretor do Colégio Estadual de Ribeirão do Lago, HiggoLopes, ressaltou o quanto esses produtos da agricultura familiar têm feitodiferença na alimentação de estudantes. "Desde 2009, com a obrigação dagente contratar 30% do mínimo da agricultura familiar, a gente viu um avanço naqualidade nutritiva da alimentação dos nossos alunos. Hoje, a gente aplica 100%do recurso na agricultura familiar e a gente vê um ganho substancial no dia adia da escola. A gente consegue oferecer uma alimentação mais nutritiva, maissaudável e, ao mesmo tempo, a gente consegue fazer com que o agricultor tambémproduza e tenha a garantia de que seu produto vai ser adquirido pela nossaescola".

Participaram do evento Miro Conceição, professor daUniversidade Estadual do Sudoeste Baiano (UESB), a equipe da CAR no territórioSudoeste, Simone Araújo, da Assessoria de Planejamento e Gestão (APG), da SDR erepresentantes de associações e cooperativas de diversos municípios doterritório Sudoeste.

Foto: Marta Medeiros.

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