De acordo com a presidente da AMA-BA, Rita Brasil, o recursofoi aplicado na compra de equipamentos como geladeira, computadores e máquinade plastificação utilizada na confecção dos recursos pedagógicos, todosexecutados na própria entidade. “Precisamos muito do apoio da sociedade paramanter nossa estrutura. A gente divulga nas redes sociais, pede nos mercados eainda aos familiares, que também correm atrás”, afirma. Segundo ela, ainstituição tem uma lista de espera de 1,5 mil pessoas aguardando uma vaga,para serviços que vão desde a busca por diagnóstico até o acolhimento no Centrode Atendimento Educacional Especializado (CAEE) da AMA-BA.
Como apoiar
O compartilhamento de notas fiscais com as entidadesapoiadas ocorre a partir da adesão do consumidor à campanha Nota PremiadaBahia. Para participar e ajudar as instituições do Sua Nota é um Show deSolidariedade, que integra o Programa de Educação Fiscal do Estado da Bahia,basta se cadastrar uma única vez, preenchendo o formulário disponível no sitewww.notapremiadabahia.ba.gov.br. No momento do cadastro, é possível escolheraté duas instituições filantrópicas, uma da área de saúde e outra da social,para compartilhar as suas notas fiscais eletrônicas.
Após essa etapa, é importante inserir o CPF na nota fiscal acada compra realizada em estabelecimentos comerciais. As premiações para asinstituições sociais e de saúde acontecem a cada quatro meses, de acordo com aquantidade de notas fiscais que foram compartilhadas para cada entidade.
Atendimento especializado
A AMA-BA funciona há 21 anos e começou a atuar a partir danecessidade de 18 famílias que sofriam por conta da falta de inclusão daspessoas com transtorno do espectro autista nas escolas da cidade. Hoje, aAssociação atende 268 alunos, de segunda a quinta-feira, no contraturnoescolar. Nas sextas, são realizados atendimentos individualizados para autistasde nível três.
A instituição oferece atendimento em pedagogia,psicopedagogia, psicomotricidade, educação física e música. “Aqui nósacreditamos que a pessoa com autismo tem capacidade para um processo dealfabetização e socialização, e, assim, a gente vem desenvolvendo nossotrabalho”, conta Rita Brasil. Para auxiliar nesse processo, os profissionaisconstroem, com materiais recicláveis, recursos pedagógicos específicos para osalunos, que levam em consideração as necessidades das crianças e adolescentes,trabalhando, por exemplo, o desenvolvimento motor e o foco visual.
Entre as crianças atendidas estão as irmãs gêmeas Ana Estere Ana Alícia, de seis anos. Joseane Felix, mãe das meninas, conta que as filhassão acompanhadas há dois anos. “A evolução foi maravilhosa. Essa foi a primeiraporta que se abriu para elas. Do porteiro aos professores, todo mundo aquitrata as meninas com muito amor e carinho”.
Taciara Santos, mãe de Anna Cecília, de seis anos, tambémdestaca o acolhimento que recebeu. “O acolhimento aqui é maravilhoso. Sentibastante evolução. Eu, como mãe, e o pai começamos a perceber isso nela. AnnaCecília aprendeu a ficar mais ao redor de outras pessoas, cumprimenta aspessoas na rua e gosta mais do estudo”.
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