Bahia Bahia

Bahia debate atualização de estratégias no combate a desertificação e mitigação dos efeitos da seca

Bahia debate atualização de estratégias no combate a desertificação e mitigação dos efeitos da seca

09/04/2024 07h40 Atualizada há 2 anos atrás
Por:
Bahia debate atualização de estratégias no combate a desertificação e mitigação dos efeitos da seca

No coração do semiárido baiano, em Paulo Afonso, ocorre nosdias 8 e 9, o 2º Seminário Estadual de Atualização do Programa de AçãoBrasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca(PAB-Brasil). O evento reuniu representantes do governo, sociedade civil eacademia para identificar fatores contribuintes para a desertificação eorientar ações para combater e minimizar seus impactos. Esta atualização buscaacompanhar as mudanças e desafios dos últimos vinte anos desde a criação doprimeiro Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação (PAN).

Tiago Porto, superintendente de Inovação e DesenvolvimentoAmbiental da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), destacou o compromisso doGoverno da Bahia no combate à desertificação e na convivência com o semiárido,que abrange quase 80% do território baiano, afetando cerca de 300 municípios eaproximadamente oito milhões de pessoas na região.

“O combate à desertificação continua sendo uma prioridadepara o Estado, com ênfase no protagonismo da sociedade e na convivência com osemiárido. O plano de ação estadual, existente há uma década, está sendoatualizado para abordar essas transformações e urgências atuais da região,garantindo uma atuação prioritária e eficaz para as pessoas que vivem nosemiárido”, destacou Porto.

Essa visão também foi compartilhada por Gilmar, membro doCentro Acadêmico de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial PauloFreire, em Paulo Afonso, que destacou a atuação ativa da universidade e o papeldos camponeses na luta contra a desertificação. É essencial que asuniversidades repensem seu papel social e continuem trabalhando com ascomunidades, pois é nesse contexto de participação social que se alcançará atransformação desejada.

Enfrentamento à desertificação - Antonio Rocha, diretor deRecursos Hídricos e Monitoramento Ambiental do Instituto do Meio Ambiente eRecursos Hídricos (Inema), enfatizou o desafio do Estado, da sociedade civil edos movimentos sociais de contribuir para um plano mais abrangente que vá alémdas ações mitigatórias. Ele ressaltou também a importância do monitoramentoambiental diário para uma abordagem preventiva.

“Considerando a escassez hídrica e seu grave impacto nosmais vulneráveis, temos a obrigação e necessidade de compreender a realidadedessas pessoas. O monitoramento ambiental deve guiar decisões concretas para asociedade, e a elaboração desse plano deve ter a preocupação com a efetivaexecução das ações propostas”, explica.

A preocupação com o avanço da desertificação e a importânciade adotar medidas preventivas para proteger o solo e evitar a degradaçãoambiental, são pontos importantes para o debate da elaboração do PAB-BRASIL,como destacou José Tozato, representante da Casa Civil do Estado da Bahia. “Éessencial adotar medidas para interromper a desertificação, prevenir processoserosivos e proteger o solo, evitando a degradação ambiental e seus impactossocioeconômicos.”


PAB-BRASIL

O Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação eMitigação dos Efeitos da Seca (PAB) é uma iniciativa crucial para enfrentar adesertificação e os impactos das secas. Instituído em 2004, o PAB buscaidentificar os fatores que contribuem para a desertificação, especialmente naregião do Semiárido brasileiro.

Agora, em 2024, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança doClima busca atualizar o programa, conferindo-lhe abrangência nacional. Paraisso, serão realizados 10 seminários estaduais e quatro regionais, comparticipação de governos municipais, estaduais, federal, sociedade civil esetor empresarial, para compreender os contextos regionais e territoriais paraa elaboração eficaz do PAB.

Foto: Tiago Reis Junior.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários