Tiago Porto, superintendente de Inovação e DesenvolvimentoAmbiental da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), destacou o compromisso doGoverno da Bahia no combate à desertificação e na convivência com o semiárido,que abrange quase 80% do território baiano, afetando cerca de 300 municípios eaproximadamente oito milhões de pessoas na região.
“O combate à desertificação continua sendo uma prioridadepara o Estado, com ênfase no protagonismo da sociedade e na convivência com osemiárido. O plano de ação estadual, existente há uma década, está sendoatualizado para abordar essas transformações e urgências atuais da região,garantindo uma atuação prioritária e eficaz para as pessoas que vivem nosemiárido”, destacou Porto.
Essa visão também foi compartilhada por Gilmar, membro doCentro Acadêmico de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial PauloFreire, em Paulo Afonso, que destacou a atuação ativa da universidade e o papeldos camponeses na luta contra a desertificação. É essencial que asuniversidades repensem seu papel social e continuem trabalhando com ascomunidades, pois é nesse contexto de participação social que se alcançará atransformação desejada.
Enfrentamento à desertificação - Antonio Rocha, diretor deRecursos Hídricos e Monitoramento Ambiental do Instituto do Meio Ambiente eRecursos Hídricos (Inema), enfatizou o desafio do Estado, da sociedade civil edos movimentos sociais de contribuir para um plano mais abrangente que vá alémdas ações mitigatórias. Ele ressaltou também a importância do monitoramentoambiental diário para uma abordagem preventiva.
“Considerando a escassez hídrica e seu grave impacto nosmais vulneráveis, temos a obrigação e necessidade de compreender a realidadedessas pessoas. O monitoramento ambiental deve guiar decisões concretas para asociedade, e a elaboração desse plano deve ter a preocupação com a efetivaexecução das ações propostas”, explica.
A preocupação com o avanço da desertificação e a importânciade adotar medidas preventivas para proteger o solo e evitar a degradaçãoambiental, são pontos importantes para o debate da elaboração do PAB-BRASIL,como destacou José Tozato, representante da Casa Civil do Estado da Bahia. “Éessencial adotar medidas para interromper a desertificação, prevenir processoserosivos e proteger o solo, evitando a degradação ambiental e seus impactossocioeconômicos.”
PAB-BRASIL
O Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação eMitigação dos Efeitos da Seca (PAB) é uma iniciativa crucial para enfrentar adesertificação e os impactos das secas. Instituído em 2004, o PAB buscaidentificar os fatores que contribuem para a desertificação, especialmente naregião do Semiárido brasileiro.
Agora, em 2024, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança doClima busca atualizar o programa, conferindo-lhe abrangência nacional. Paraisso, serão realizados 10 seminários estaduais e quatro regionais, comparticipação de governos municipais, estaduais, federal, sociedade civil esetor empresarial, para compreender os contextos regionais e territoriais paraa elaboração eficaz do PAB.
Foto: Tiago Reis Junior.
Eleições Rui diz que Bahia não pode perder oportunidade de seguir de mãos dadas com Lula
Bahia Jerônimo é aprovado por 57% dos baianos, diz Quaest
Bahia Jerônimo dispara e deixa rivais na poeira
Bahia Jerônimo turbina plano “Bahia pela paz”
Eleições Jerônimo bate 51% e cala oposição
Debates Neto se enrola e Jerônimo mostra obras Mín. 24° Máx. 37°
Mín. 18° Máx. 34°
Tempo limpoMín. 16° Máx. 34°
Tempo limpo