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Feira Agroecológica de Campo Alegre de Lourdes gera renda e fortalece organização social de agricultores do município

Feira Agroecológica de Campo Alegre de Lourdes gera renda e fortalece organização social de agricultores do município

17/04/2024 07h32 Atualizada há 2 anos atrás
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Feira Agroecológica de Campo Alegre de Lourdes gera renda e fortalece organização social de agricultores do município

Inaugurada há dois meses, a Feira Agroecológica de CampoAlegre de Lourdes é um antigo sonho das famílias agricultoras do município,consolidado. São 27 barracas comercializando produtos agroecológicos, no espaçocoberto da feira livre, que funciona todos os sábados pela manhã, no MercadoMunicipal. Em fevereiro deste ano, o Governo Estado, por meio da Companhia deDesenvolvimento e Ação Regional (CAR), entregou, à população de Campo Alegre deLourdes, o Mercado e a Feira Livre, revitalizados, o que permitiu a realizaçãode Feira Agroecológica.

A agricultora Ivone Ribeiro da Trindade, da comunidadeTravessão, comercializa junto com o esposo e a filha produtos in natura etambém beneficiados, como pamonha e beijus. Ela ratifica a importância doespaço para a geração de renda. “Eu levo os produtos para a Feira Agroecológicae é um espaço muito importante porque é um complemento na nossa renda familiar.Todo sábado tem venda. As coisas que a gente leva é orgânico, tudo natural semuso de veneno. As pessoas podem comprar sem medo. Antes da Feira era bem maisdifícil, agora a renda só aumentou”.

Além da comercialização na Feira, os grupos de agricultoresorganizados também fornecem alimentos para o Programa Nacional de AlimentaçãoEscolar (PNAE). Para Maria Zélia, da comunidade Pitomba, o acesso a estesmercados tem assegurado renda para manter a família. “Trabalho com verduras ehortaliças para vender no comércio e no PNAE. Mamão, mandioca, cebolinha,beterraba, banana. Tenho de tudo um pouco. Toda semana eu tenho minha banca nafeira, onde eu vendo, e também o PNAE. Depois disso melhorou bastante minharenda”.

A comercialização de alimentos limpos é o diferencial daFeira e a estimativa é de que, em breve, as famílias consigam o selo decertificação orgânica participativa. A organização da produção e o incentivo àcomercialização é feita por meio do assessoramento técnico ofertado pela CAR,através do projeto Pró-Semiárido, em parceria com o Serviço de Assessoria aOrganizações Populares (Sasop).

“A assessoria continuada faz com que a gente tenha maistempo para organizar a base de produção e organizar as pessoas para ocuparesses espaços de comercialização. Este modelo de trabalho, onde há o diálogo doEstado com a sociedade civil organizada e agricultores e agricultoras, dentrodas suas comunidades, facilita muito. Teve também todos os investimentos naprodução das famílias, metodologia participativa para buscar melhores caminhose decisões para as necessidades das famílias. Toda essa estrutura deorganização de trabalho vem ajudando a ocupar espaço nos circuitos curtos decomercialização, a exemplo da Feira Agroecológica”, explica o técnico do Sasop,que atua pelo Pró-Semiárido, Adão José.

O Pró-Semiárido é um projeto do Governo do Estado, executadopela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Rural(SDR) com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola(Fida).

Foto: Elka Macêdo.

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