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Assentados e assentadas da reforma agrária elevam a produção de alimentos saudáveis na Bahia

Assentados e assentadas da reforma agrária elevam a produção de alimentos saudáveis na Bahia

18/04/2024 07h12 Atualizada há 2 anos atrás
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Assentados e assentadas da reforma agrária elevam a produção de alimentos saudáveis na Bahia

Assentados e assentadas da reforma agrária celebraram, nestaquarta-feira (17/04), o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Pelos quatrocantos da Bahia, os assentamentos contam com o apoio da Companhia deDesenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretariade Desenvolvimento Rural (SDR), por meio de projetos que fortalecem a inclusãoprodutiva e a produção de alimentos saudáveis para milhares de famíliasagricultoras.

Segundo o presidente da cooperativa e coordenador das redesprodutivas do MST, Hervison Pereira, o Café Terra Justa é um blend 30% de caféconilon e 70% de café arábica, produzido em parceria com a Cooperativa Mistados Cafeicultores de Barra do Choça e Região (Cooperbac), que realiza oprocesso de torragem, moagem e embalagem do café.

“Hoje, o nosso café é entregue aos armazéns do MST, nosmercadinhos de bairro pela região e também estamos em busca do mercadoinstitucional de Prado, Itamaraju e Teixeira de Freitas. É um café que tem amarca da produção dos assentamentos da reforma agrária”, comenta Hervison.

No local, mais de 60 famílias estão sendo beneficiadas com aimplantação de cafezais irrigados, com mudas, adubos, assistência técnica, alémda construção de uma unidade de beneficiamento primário de café, que vaiampliar ainda mais a renda e garantir a digna das famílias assentadas naregião. “A médio e longo prazo, isso vai nos trazer um impacto muito grande e agente já pensa em ampliar a comercialização para os grandes mercadosfuturamente”, completa Hervison.


Água para produção

Já no norte do Estado, no município de Ponto Novo, a mudançade vida veio para 60 famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) edo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) com a implantação de 120 hectaresirrigados por meio do Pró-Semiárido. 

A assentada da reforma agrária e integrante do MPA, MarliSouza, comemora a chegada do sistema que possibilita a produção agroecológicano local. “Para mim, a água significa vida para mim e representa vida dos quejá foram e dos que virão. Essa ação foi fundamental também porque dialogoutambém com a agroecologia, preservação do meio ambiente e a necessidade eprodução de alimentos saudáveis, não só para nós, mas para toda população daregião.

Por: Silvia Costa.

Foto: André Frutuoso.

 

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