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Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia e a Western Ontario University dialogam para construir Termo de Cooperação Internacional

Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia e a Western Ontario University dialogam para construir Termo de Cooperação Internacional

29/05/2024 12h53 Atualizada há 2 anos atrás
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Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia e a Western Ontario University dialogam para construir Termo de Cooperação Internacional

A ideia surgiu após experiência internacional de campo entreestudantes canadenses e brasileiros em Salvador e pelo interior do estado

“A Bahia está inaugurando uma relação bilateral com oCanadá, por meio da Western Ontário University, e trazendo uma nova expectativade troca de experiências e de saber na área de mineração, o que certamente vaiabrir novas frentes de pesquisa e de acesso”, declara o gestor da pasta, AngeloAlmeida. Ainda de acordo com o secretário o termo teria três focos: mineraiscríticos e estratégicos; novas tecnologias aplicadas à descoberta e ampliaçãode depósitos; e sustentabilidade ambiental na mineração, que se desdobram emdois subtemas: impactos da mineração em terras indígenas e reuso de rejeitos.

A responsável pela disciplina é a professora e geólogabaiana, Débora Rios, formada pela Universidade Federal da Bahia e queatualmente é pesquisadora associada da Western University, onde trabalha noZaplab, o laboratório de zircão e minerais acessórios. “A InternationalGeosciences Future Experience é uma disciplina que faz parte do Programa deFormação dos estudantes de graduação e pós-graduação da universidade canadensejá há alguns anos, que sempre leva estudantes para conhecerem minas e depósitosem regiões diferentes do mundo”, explica.

A professora Débora complementa dizendo que o termopermitirá um Panorama Futuro da Cooperação; capacitação técnica deprofissionais ligados à indústria mineral e acesso a uma capacitaçãoprofissional com foco na solução de problemas enfrentados pela mineração naBahia.

 

Expedição baiana

O programa ficou parado durante a pandemia e foi retomadoeste ano e é a primeira vez que ocorre no Brasil, mais especificamente naBahia. “O estado foi escolhido por causa dessa ampla riqueza e geodiversidade,que tem aqui. Temos uma enorme quantidade de minerais, minas conhecidasmundialmente, como a Fazenda Brasileiro, a própria mineração de Jacobina, ocobre de Caraíba. A experiência foi extremamente positiva, saiu todo mundomuito contente com o que viu e vivenciou. Os alunos foram acolhidos e a interaçãoentre os estudantes e profissionais brasileiros foi muito boa. Os brasileirosganharam a possibilidade de praticar a língua e os canadenses tiveram aoportunidade de conhecer nossa cultura, nosso povo e a nossa forma bem própriade ser acolhedor”, completa a professora.

As atividades foram iniciadas com um encontro no MuseuGeológico da Bahia, que envolveu o grupo canadense e geocientistas baianos. Naocasião o secretário Angelo Almeida deu as boas-vindas e logo após foi formadauma mesa de conversa e interação com a presença de Leone Andrade, diretor deTecnologia e Inovação e Reitor do Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia(SENAI CIMATEC); Paulo Guimarães, diretor da BahiaInveste; Washington Rydz,gerente de Empreendimentos Minerais e Gestão Ambiental da Companhia Baiana dePesquisa Mineral (CBPM) e Desmond Moser, chefe do Departamento de Ciências daTerra da Western Ontario University, no Canadá.

Na sequência, o grupo realizou uma visita geoturística aoCentro Histórico de Salvador, onde teve a oportunidade de observar o trabalhode artesanato mineral, lapidação e joalheria desenvolvido por artesãos baianosno Centro Gemológico. Os trabalhos de campo envolveram visitas a empresas demineração canadenses e brasileiras, em atividade no Nordeste do estado. O grupode 28 estudantes e pesquisadores brasileiros e canadenses foi acompanhado pelacoordenadora de Fomento à Mineração, Petróleo e Gás, Amanda Silva, pelaeconomista mineral, Ana Cristina Magalhães e pela gemóloga, geóloga ecoordenadora do CGB, Mônica Correa.

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