Os anos se passaram e com isso vieram as campanhas políticas caras. Hoje para que um candidato possa estar presente na comunidade ele terá que gastar uma soma vultosa. Um candidato a Prefeito em uma cidade de pequeno porte não faz sua campanha por menos de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Esse dinheiro é gasto na infra-estrutura dos comitês, em material de propaganda e na “compra de votos”. Aquele candidato que melhor souber colocar seu exercito nas ruas para encontrar famílias inteiras e pessoas dispostas a vender o seu voto, terá grandes chances de sagrar-se o vencedor do pleito eleitoral.
O candidato a vereador que tenha sua vida ligada as associações populares não garante um bom desempenho nas urnas se não tiver um grande volume de recursos para “doar” durante a campanha. Estão sendo eleitas pessoas descomprometidas com a população. Hoje o dinheiro é determinante para o sucesso ou o fracasso de um candidato nas urnas.
A direita, a esquerda, o centro, todos se utilizam atualmente do dinheiro para obter sucesso nas eleições. A “prostituição” política está enraizada nos partidos e na população que vende o seu voto. Ou são procurados ou procuram os políticos para obter vantagens. É difícil saber quem é o corrupto ou quem é o corrompido.
São mais quatro anos de espera para mudar algo que tenha sido feito errado. Mas quem vai pagar por isso?