| Foto: Geraldo Carvalho |
Nádia Bispo, presidente da Associação, que atualmente jápossui 170 aves, com produção de quatro placas com 30 ovos, por dia, conta que,desde o início, as associadas tiveram a ideia de aumentar a quantidade depintainhas para ampliar a produção de ovos, visando ampliar a produção não sópara o consumo das famílias, mas para garantir a comercialização e a geração derenda. Para isso, as famílias se uniram e compraram mais uma quantidade deaves.
“São muito importantes esses projetos do Governo do Estadopara nós produtores rurais, porque, às vezes, vivemos em comunidades que nãotêm possibilidades de trabalho. Hoje, a renda que eu tenho é da produção dasminhas galinhas. Então, é muito interessante que o Governo continue investindonos pequenos produtores, para que possam se desenvolver e tenham, além doalimento para o consumo de suas famílias, a renda”, ressalta a presidente daAssociação.
Nádia conta que para garantir uma renda com a qual asmulheres produtoras pudessem se manter, elas continuaram investindo na comprade novas aves. “Meu sonho é ampliar um pouco mais o meu galinheiro para colocarmais galinhas e aumentar minha produção”.
Casa do Ovo
As famílias associadas verificaram que para acessar omercado havia a necessidade de ter uma casa do ovo, para classificar os ovos eembalar, para isso, foram em busca de parceiros, tanto do setor privado quantoda Prefeitura, e conseguiram reformar o espaço da antiga sede da Associação.
Atualmente, a Associação já possui a classificadora, com oselo do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), comercializam os ovos por meio doPrograma Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e já possui uma cozinhacomunitária onde utiliza os ovos na produção de biscoitos, doces e salgados.Agora, está adequando o espaço para alcançar o selo estadual para ampliar aspossibilidades de comercialização. “Estamos na luta e não vamos desistirnunca”, ressalta a presidente da Associação.
O Colégio Estadual José Vicente Leal, de Araçás, está entreas escolas que recebem os ovos de galinha caipira da Associação de Mato Limpo.Nívea Santana, diretora do colégio, fala sobre a importância de adquirir esse eoutros produtos da agricultura familiar.
“A gente recebe os produtos da Associação Quilombola de MatoLimpo, que a gente já conhece, mais próxima da gente. Então, o diálogo é muitomais próximo, a gente ouve, a gente vê os relatos de quem também consome, davizinhança da comunidade, então para a gente é importante que nossosfornecedores sejam da comunidade, para facilitar. Então, o cuidado que eles têmé muito importante e a gente vê a qualidade dos produtos da agriculturafamiliar”, afirma Nívea.
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