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O banheiro unissex lá de casa

O banheiro unissex lá de casa

11/11/2024 11h28 Atualizada há 2 anos atrás
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O banheiro unissex lá de casa

Tem coisas que eu vou morrervelho e não vou entender o porquê de tanto barulho. É certo que se deve ter umacerta preocupação hoje em dia com quem está ao seu lado em espaços públicos.Com a loucura social que estamos vivendo, onde pessoas matam outras só pordiscordarem de suas opiniões, é certo termos cuidados redobrados quando estamosnas ruas.

Mas também não dá parapolemizar em tudo na vida. A vida social está chata. Uma discordância pontual,quando envolve grupos sociais distintos, vira uma guerra de versões eexplicações para determinadas coisas que parece nunca acabar, e ninguémconvence ninguém. Não há mais disposição para se mudar de opinião. Falou, táfalado e pronto.

A discussão em torno debanheiros unissex, que popularmente são chamados de banheiros neutros oumultigênero e que podem ser usados por qualquer pessoa de qualquer sexo, virouum campo de batalha entre os que defendem o seu uso e os que não admitem que umacriança, a esposa, ou ele próprio entre no mesmo espaço que um gay, um travestipossa usar para suas necessidades.

Não haveria esse barulho todose cada um dos gêneros parasse um pouco para ver que dentro de suas casas osbanheiros, em sua imensa maioria, são unissex. Sim, todos e todas usam,independentemente se femininos, masculinos ou LGBTQI+.

Lá em casa, desde que meconheço por gente, o povo bate na porta do banheiro, que é sanitário ao mesmotempo. Se o cabra come alguma coisa que desarranja o bucho, não tem a certezade que a visita do domingo também não esteja precisando do mesmo espaço e aomesmo tempo.

Sendo o local da casa maisdemocrático que existe, eu continuo a não entender essa desavença de que não sepode usar de forma espontânea um banheiro social da cidade. Democraticamente,usa quem quer. Quem não quiser, use o destinado ao sexo ao qual está autodeclaradoe assim se acaba a peleja.

Afinal, nem os que são contra,nem os que defendem podem impor seus desejos. Cada um faz o que quer, dentrodaquilo que acredita ser o melhor para si e para a sua família, e ninguémprecisa brigar.

A solução é que sejam construídosbanheiros para o sexo masculino, feminino e para os multigêneros. Tá bom vaiter um custo a mais na obra, mas a guerra acaba na hora.

Agora, se tem uma coisa que eutenho ojeriza, são palavras como “todes” para relacionar o “todos” que defineum conjunto de pessoas, sejam elas masculinas, femininas ou que se definam comoutros sexos. Afinal, há mais definições que espaço nesta crônica para seescrever. E “todos”, desde tempos remotos, define todos os sexos.

 

Dimas Roque

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